PONTUAÇÃO JURÍDICA
Nest blog faço anotações dos meus estudos sobre a língua portuguesa. Não tenho intenção de ser melhor do que ninguém. Faço constantes referências de textos que já li de bons autores da nossa gramática portuguesa e quem sabe possa ajudar alguém que esteja perdido na internet a procura de conteúdo para estudar.(Toda glória seja dada a Deus -pelo escriba Valdemir Mota de Menezes)
terça-feira, 27 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
DIFERENÇA NA GRAFIA DE NOMES PRÓPRIOS E GEOGRÁFICOS
O texto abaixo foi copiado no site:
http://marcus-mayer.com/blog/2009/01/02/
por-que-nao-escrever-%E2%80%9Cportugues%E2%80%9D/
Quero dizer que a discussão do autor da postagem abaixo é válida sobre a questão das direnças de grafias de nomes próprios e locais geogŕaficos, mas acho que o importante na questão da língua é que ela cumpra a sua função social que é permitir que as pessoas se comuniquem e se entendam, tendo pouco peso o fato de chamarmos New York ou Nova Ioque.
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Por que não escrever “portugues”?
países lusófonos
O ano que se inicia vem acompanhado de uma importante mudança para os paises lusofonos: a reforma ortografica. A nova grafia da Lingua Portuguesa entrou em vigor no dia 1º. Num pais como o Brasil, no qual a leitura ainda é habito de poucos, essa alteração na forma de escrever, no primeiro momento, so sera preocupação mesmo entre editores de livros, revistas, jornais e – tambem entre nós – redatores de blogs. A partir dos proximos exames vestibulares, os candidatos as universidades tambem terão mais com que se divertir.
No campo economico, os custos serão elevados para aqueles que precisam renovar as bibliotecas, como governos os quais terão de investir na atualização do material didatico. As editoras, por outro lado, ganharão com a venda desse material e de novos manuais e dicionarios. É facil concluir que a conta sera paga, como sempre, pelos contribuintes.
A razão principal que motivou a atual reforma foi a unificação da forma escrita da lingua. Tal qual o espanhol, que usa uma unica regra (apesar das nitidas diferenças na fala), o portugues, a partir de agora, sera grafado “quase” da mesma forma em Portugal, no Brasil e na Africa.
No que se refere ao merito da reforma em si, firmamos uma opinião: essa é mais uma reforma capenga que, certamente, tera de ser retomada, ja nas proximas decadas. Primeiramente, porque a unificação não foi plena; e, segundo, porque é pouco ambiciosa.
Fundamentemos. Giselle, a linda, esta tranquila, pois continuara a colocar o trema em seu sobrenome, tal qual o seu primo alemão, o Hans Müller. O voo do condor sera suavizado, pois não carregara mais o peso do chapeu no primeiro “o”. A infraestrutura sera mais leve depois de perder o hifen. As minissaias mudaram de tamanho com o “s” a mais; e no estado do Acre agora vivem os acrianos.
Tudo isso faz sentido. Mas por que não ir mais adiante e eliminar logo todos os demais acentos superfluos? O leitor mais atento deve ter observado que nós o fizemos ate aqui, procurando justificar essa argumentação. Alguma dificuldade para entender o texto? – Talvez no que se refira ao tempo verbal futuro, pois “ocorrera” e “ocorrerá” nos remete a momentos diferentes da ação. Quem, contudo, ainda utiliza a primeira forma, ou seja, aquele tal de pretérito mais-que-perfeito do indicativo?
Deste ponto em diante, tentaremos escrever de acordo com a regra atual, preservando todos os acentos ainda impostos pelo acordo ortográfico, e sobretudo para não confundir ainda mais o leitor.
O assunto, todavia, nos remete para mais algumas reflexões. Por que mudar a grafia de nomes próprios e de pontos geográficos? Considero esse um dos maiores absurdos, não só da Língua Portuguesa, mas de outros idiomas também.
Jamais entendi o porquê de Martin Luther, o da Reforma, virar Martinho Lutero. Para manter a (in)coerência não seria adequado tratar o outro Martin, o americano, da defesa dos direitos humanos e da igualdade racial, de Martinho Lutero Quingue (ou Rei)?

Recentemente, estudei a obra de Hugo Grotius. Ao pesquisar referências na Internet, precisei procurar também por Hugo Grócio, Huig de Groot e Huigh Groot. Afinal, qual dos quatro é o autor de Direito da Guerra e da Paz?
Outro disparate pode ser notado quando se trata de cidades e países. Será que vale menos a pena viajar para Seychelles que para Seicheles? E entre Hawaii e Havaí, qual seria o melhor destino? Para sermos menos exóticos, observemos a incoerência, em se tratando de New York. Chega-se à irracionalidade de uma tradução pela metade: por que Nova York e não Nova Iorque, já que alguém optou por esse ridículo? Outro exemplo risível do métier geográfico (ou seria melhor metiê?) é que brasileiros viajam para Stuttgart, no sul da Alemanha, enquanto portugueses preferem Estugarda(!).
Por outro lado, é aceitável que a República dos Camarões seja assim tratada, em português, respeitando-se a origem histórica do nome. Entre 1884 e 1914 a região foi um protetorado alemão, denominado Kamerun. Atualmente, nas duas línguas oficiais, inglês e francês, o país se chama Cameroon ou Cameroun. O nome do país origina-se de 1472, quando o navegador português, Fernando Pó, batizou o principal rio da região de Rio dos Camarões, provavelmente, por causa de uma grande incidência desse crustáceo em suas águas.
Uma curiosidade se refere ao dígrafo ch. Assim como no espanhol, agora instituiu-se a pronúncia tchê também no português, apesar de escrevermos chê. Acontece com República Checa, Chad, Chechênia, e com aquele ídolo do “idiota latino-americano”, o Che Guevara.
Retornando à questão da reforma, não é somente no português que não encontramos consenso. Enquanto na Suíça é possível localizar qualquer rua pelo nome de Strasse, na Alemanha ainda roda-se pela Straße, com esse estranho ß, com som de dois ésses. A última reforma ortográfica da língua alemã, de 1996, poderia ter abolido esse desvario em todas as palavras com o tal ß.
Em melhor situação está o espanhol, que mencionamos no início do texto, falado como primeira língua em 20 países e por aproximadamente 500.000 pessoas, segundo o Instituto Cervantes. A Associação de Academias da Língua Espanhola conseguiu unificar a escrita desde 1999, por meio de um dicionário pan-hispânico.
Enquanto isso, nóis aqui, vamos nos acostumando aos novos tempos da complexa Língua Portuguesa. Se algum dia já compramos Coca-Cola na pharmacia, hoje deixaremos de procurar pelo em ovo. E talvez, num futuro próximo, passemos a escrever portugues – assim, sem acento.
http://marcus-mayer.com/blog/2009/01/02/
por-que-nao-escrever-%E2%80%9Cportugues%E2%80%9D/
Quero dizer que a discussão do autor da postagem abaixo é válida sobre a questão das direnças de grafias de nomes próprios e locais geogŕaficos, mas acho que o importante na questão da língua é que ela cumpra a sua função social que é permitir que as pessoas se comuniquem e se entendam, tendo pouco peso o fato de chamarmos New York ou Nova Ioque.
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Por que não escrever “portugues”?
países lusófonos
O ano que se inicia vem acompanhado de uma importante mudança para os paises lusofonos: a reforma ortografica. A nova grafia da Lingua Portuguesa entrou em vigor no dia 1º. Num pais como o Brasil, no qual a leitura ainda é habito de poucos, essa alteração na forma de escrever, no primeiro momento, so sera preocupação mesmo entre editores de livros, revistas, jornais e – tambem entre nós – redatores de blogs. A partir dos proximos exames vestibulares, os candidatos as universidades tambem terão mais com que se divertir.
No campo economico, os custos serão elevados para aqueles que precisam renovar as bibliotecas, como governos os quais terão de investir na atualização do material didatico. As editoras, por outro lado, ganharão com a venda desse material e de novos manuais e dicionarios. É facil concluir que a conta sera paga, como sempre, pelos contribuintes.
A razão principal que motivou a atual reforma foi a unificação da forma escrita da lingua. Tal qual o espanhol, que usa uma unica regra (apesar das nitidas diferenças na fala), o portugues, a partir de agora, sera grafado “quase” da mesma forma em Portugal, no Brasil e na Africa.
No que se refere ao merito da reforma em si, firmamos uma opinião: essa é mais uma reforma capenga que, certamente, tera de ser retomada, ja nas proximas decadas. Primeiramente, porque a unificação não foi plena; e, segundo, porque é pouco ambiciosa.
Fundamentemos. Giselle, a linda, esta tranquila, pois continuara a colocar o trema em seu sobrenome, tal qual o seu primo alemão, o Hans Müller. O voo do condor sera suavizado, pois não carregara mais o peso do chapeu no primeiro “o”. A infraestrutura sera mais leve depois de perder o hifen. As minissaias mudaram de tamanho com o “s” a mais; e no estado do Acre agora vivem os acrianos.
Tudo isso faz sentido. Mas por que não ir mais adiante e eliminar logo todos os demais acentos superfluos? O leitor mais atento deve ter observado que nós o fizemos ate aqui, procurando justificar essa argumentação. Alguma dificuldade para entender o texto? – Talvez no que se refira ao tempo verbal futuro, pois “ocorrera” e “ocorrerá” nos remete a momentos diferentes da ação. Quem, contudo, ainda utiliza a primeira forma, ou seja, aquele tal de pretérito mais-que-perfeito do indicativo?
Deste ponto em diante, tentaremos escrever de acordo com a regra atual, preservando todos os acentos ainda impostos pelo acordo ortográfico, e sobretudo para não confundir ainda mais o leitor.
O assunto, todavia, nos remete para mais algumas reflexões. Por que mudar a grafia de nomes próprios e de pontos geográficos? Considero esse um dos maiores absurdos, não só da Língua Portuguesa, mas de outros idiomas também.
Jamais entendi o porquê de Martin Luther, o da Reforma, virar Martinho Lutero. Para manter a (in)coerência não seria adequado tratar o outro Martin, o americano, da defesa dos direitos humanos e da igualdade racial, de Martinho Lutero Quingue (ou Rei)?

Recentemente, estudei a obra de Hugo Grotius. Ao pesquisar referências na Internet, precisei procurar também por Hugo Grócio, Huig de Groot e Huigh Groot. Afinal, qual dos quatro é o autor de Direito da Guerra e da Paz?
Outro disparate pode ser notado quando se trata de cidades e países. Será que vale menos a pena viajar para Seychelles que para Seicheles? E entre Hawaii e Havaí, qual seria o melhor destino? Para sermos menos exóticos, observemos a incoerência, em se tratando de New York. Chega-se à irracionalidade de uma tradução pela metade: por que Nova York e não Nova Iorque, já que alguém optou por esse ridículo? Outro exemplo risível do métier geográfico (ou seria melhor metiê?) é que brasileiros viajam para Stuttgart, no sul da Alemanha, enquanto portugueses preferem Estugarda(!).
Por outro lado, é aceitável que a República dos Camarões seja assim tratada, em português, respeitando-se a origem histórica do nome. Entre 1884 e 1914 a região foi um protetorado alemão, denominado Kamerun. Atualmente, nas duas línguas oficiais, inglês e francês, o país se chama Cameroon ou Cameroun. O nome do país origina-se de 1472, quando o navegador português, Fernando Pó, batizou o principal rio da região de Rio dos Camarões, provavelmente, por causa de uma grande incidência desse crustáceo em suas águas.
Uma curiosidade se refere ao dígrafo ch. Assim como no espanhol, agora instituiu-se a pronúncia tchê também no português, apesar de escrevermos chê. Acontece com República Checa, Chad, Chechênia, e com aquele ídolo do “idiota latino-americano”, o Che Guevara.
Retornando à questão da reforma, não é somente no português que não encontramos consenso. Enquanto na Suíça é possível localizar qualquer rua pelo nome de Strasse, na Alemanha ainda roda-se pela Straße, com esse estranho ß, com som de dois ésses. A última reforma ortográfica da língua alemã, de 1996, poderia ter abolido esse desvario em todas as palavras com o tal ß.
Em melhor situação está o espanhol, que mencionamos no início do texto, falado como primeira língua em 20 países e por aproximadamente 500.000 pessoas, segundo o Instituto Cervantes. A Associação de Academias da Língua Espanhola conseguiu unificar a escrita desde 1999, por meio de um dicionário pan-hispânico.
Enquanto isso, nóis aqui, vamos nos acostumando aos novos tempos da complexa Língua Portuguesa. Se algum dia já compramos Coca-Cola na pharmacia, hoje deixaremos de procurar pelo em ovo. E talvez, num futuro próximo, passemos a escrever portugues – assim, sem acento.
sábado, 10 de abril de 2010
RESUMO: A NORMA NBR 6028
A Norma NBR 6028, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, define resumo como "apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto". Uma apresentação sucinta, compacta, dos pontos mais importantes de um texto.
Esta definição pode, no entanto, ser melhorada: resumo é uma apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto, ressaltando a progressão e a articulação delas. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto.
O resumo abrevia o tempo dos pesquisadores; difunde informações de tal modo que pode influenciar e estimular a consulta do texto completo. Deve destacar:
o assunto do trabalho;
o objetivo do texto;
a articulação das idéias;
as conclusões do autor da obra resumida;
ser redigido em linguagem objetiva;
não apresentar juízo crítico;
ser inteligível por si mesmo (isto é, dispensar a consulta ao original);
evitar a repetição de frases inteiras do original;
respeitar a ordem em que as idéias ou fatos são apresentados.
Para o pesquisador o resumo é um instrumento de trabalho.

Um resumo pode ter variadas formas: apresentar apenas um sumário das idéias do autor, narrar as idéias mais significativas, condensar o conteúdo de tal modo que dispense a leitura do texto original.
Os procedimentos para realizar um resumo incluem, em primeiro lugar, descobrir o plano da obra a ser resumida. Em segundo lugar, a pessoa que está realizando-o deve responder, no resumo, a duas perguntas: o que o autor pretende demonstrar? De que trata o texto? Em terceiro lugar, deve-se ater às idéias principais do texto e a sua articulação. Muito importante nesta fase é distinguir as diferentes partes do texto. A fase seguinte é a de identificação de palavras-chaves. Finalmente, passa-se à redação do resumo.
EXEMPLO DE RESUMO: ROCCO, Maria Thereza Fraga. Crise na linguagem: a redação no vestibular. São Paulo: Mestre Jou, 1981. 184 p.
Estudo realizado sobre redações de vestibulandos da FUVEST. Examina os textos com base nas novas tendências dos estudos da linguagem, que buscam erigir uma gramática do texto, uma teoria do texto. São objeto de seu estudo a coesão, o clichê, a frase feita, o "não-texto" e o discurso indefinido. Parte de conjecturas e indagações, apresenta os critérios para a análise, o candidato, o texto e farta explicação.
ROCCO, Maria Thereza Fraga. Crise na linguagem: a redação no vestibular. São Paulo: Mestre Jou, 1981. 284 p.
Examina 1.500 redações de candidatos a vestibulares (1978), obtidas da FUVEST. O livro resultou de uma tese de doutoramento apresentada à USP em maio de 1981. Objetiva caracterizar a linguagem escrita dos vestibulandos e a existência de uma crise na linguagem escrita, particularmente desses indivíduos. Escolheu redações de vestibulandos pela oportunidade de obtenção de um corpus homogêneo. Sua hipótese inicial é a da existência de uma possível crise da linguagem e, através do estudo, estabelecer relações entre os textos e o nível de estruturação mental de seus produtores. Entre os problemas, ressaltam-se a carência de nexos, de continuidade e quantidade de informações, ausência de originalidade. Também foram objeto de análise condições externas como família, escola, cultura, fatores sociais e econômicos. Um dos critérios utilizados para a análise é a utilização do conceito de coesão. A autora preocupa-se ainda com a progressão discursiva, com o discurso tautológico, as contradições lógicas evidentes, o nonsense, os clichês, as frases feitas. Chegou à conclusão de que 34,8% dos vestibulandos demonstram incapacidade de domínio dos termos relacionais; 16,9% apresentam problemas de contradições lógicas evidentes. A redundância ocorreu em 15,2% dos textos. O uso excessivo de clichês e frases feitas aparece em 69,0% dos textos. Somente em 40 textos verificou-se a presença de linguagem criativa. Às vezes o discurso estrutura-se com frases bombásticas, pretensamente de efeito. Recomenda a autora que uma das formas de combater a crise estaria em se ensinar a refazer o discurso falho e a buscar a originalidade, valorizando o devaneio.
Segundo a NBR 6028, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, deve-se evitar o uso de parágrafos no meio do resumo. Portanto, o resumo é constituído de um só parágrafo.

ESTILO E EXTENSÃO
O resumo deve salientar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho. Não é desejável que se esqueça de apresentar os objetivos e os assuntos do texto original, bem como os métodos e técnicas de abordagem, mas sempre de forma concisa. Também será objeto do resumo a descrição das conclusões, ou seja, as conseqüências dos resultados.
A norma da ABNT recomenda que o resumo tenha até 100 palavras se for de notas e comunicações breves. Se se tratar de resumo de monografias e artigos, sua extensão será de até 250 palavras. Resumo de relatórios e teses podem ter até 500 palavras.
Quanto ao estilo, deve ser composto com frases concisas, evitando-se enumerar tópicos. A primeira frase explica o assunto do texto. Em seguida, indica-se a categoria do tratamento. Do que se trata? De estudo de caso, de análise da situação? Preferencialmente, serão escritos os resumos em terceira pessoa do singular e com verbos na voz ativa.
Resumo é, pois, uma apresentação concisa de elementos relevantes de um texto; um procedimento de reduzir um texto sem destruir-lhe o conteúdo. Constitui-se em forma prática de estudo que participa ativamente da aprendizagem, uma vez que favorece a retenção de informações básicas.
TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO DE RESUMO
O resumo deve destacar:
Elementos bibliográficos do texto; sua ficha técnica:
Sobrenome do autor, nome.
Título da obra.
Local de publicação do texto.
Editora.
Ano.
Páginas.
Tipo de texto, o gênero a que se filia (literário, didático, acadêmico).
Resumo do conteúdo: assunto do texto, objetivo, métodos, critérios utilizados, conclusões do autor da obra resumida.
A elaboração de resumos exige mais habilidade de leitura que de escrita. O resumo permite melhor compreensão das idéias expostas, uma vez que, para realizá-lo, é necessário apreender a estrutura do parágrafo.
Não cabem no resumo comentários ou julgamentos apreciativos. E ainda acrescentam que a dificuldade de resumir um texto pode advir da complexidade do texto (vocabulário, estrutura sintática, relações lógicas), bem como da competência do leitor. Para reduzir as dificuldades de elaboração de resumos, recomenda-se ler o texto do começo ao fim, sem interrupções. Nesta fase inicial, responde-se à questão: de que trata o texto? Na segunda leitura, decodificam-se frases complexas, recorre-se ao dicionário para solução do vocabulário. Em terceiro lugar, segmenta-se o texto, dividindo-o em blocos temáticos, de idéias (ou de espaço, ou de tempo, ou de personagens) que tenham unidade de significação. Finalmente, redige-se o resumo com as próprias palavras.
Fonte:
Acesso em 13/09/2009.
Esta definição pode, no entanto, ser melhorada: resumo é uma apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto, ressaltando a progressão e a articulação delas. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto.
O resumo abrevia o tempo dos pesquisadores; difunde informações de tal modo que pode influenciar e estimular a consulta do texto completo. Deve destacar:
o assunto do trabalho;
o objetivo do texto;
a articulação das idéias;
as conclusões do autor da obra resumida;
ser redigido em linguagem objetiva;
não apresentar juízo crítico;
ser inteligível por si mesmo (isto é, dispensar a consulta ao original);
evitar a repetição de frases inteiras do original;
respeitar a ordem em que as idéias ou fatos são apresentados.
Para o pesquisador o resumo é um instrumento de trabalho.
Um resumo pode ter variadas formas: apresentar apenas um sumário das idéias do autor, narrar as idéias mais significativas, condensar o conteúdo de tal modo que dispense a leitura do texto original.
Os procedimentos para realizar um resumo incluem, em primeiro lugar, descobrir o plano da obra a ser resumida. Em segundo lugar, a pessoa que está realizando-o deve responder, no resumo, a duas perguntas: o que o autor pretende demonstrar? De que trata o texto? Em terceiro lugar, deve-se ater às idéias principais do texto e a sua articulação. Muito importante nesta fase é distinguir as diferentes partes do texto. A fase seguinte é a de identificação de palavras-chaves. Finalmente, passa-se à redação do resumo.
EXEMPLO DE RESUMO: ROCCO, Maria Thereza Fraga. Crise na linguagem: a redação no vestibular. São Paulo: Mestre Jou, 1981. 184 p.
Estudo realizado sobre redações de vestibulandos da FUVEST. Examina os textos com base nas novas tendências dos estudos da linguagem, que buscam erigir uma gramática do texto, uma teoria do texto. São objeto de seu estudo a coesão, o clichê, a frase feita, o "não-texto" e o discurso indefinido. Parte de conjecturas e indagações, apresenta os critérios para a análise, o candidato, o texto e farta explicação.
ROCCO, Maria Thereza Fraga. Crise na linguagem: a redação no vestibular. São Paulo: Mestre Jou, 1981. 284 p.
Examina 1.500 redações de candidatos a vestibulares (1978), obtidas da FUVEST. O livro resultou de uma tese de doutoramento apresentada à USP em maio de 1981. Objetiva caracterizar a linguagem escrita dos vestibulandos e a existência de uma crise na linguagem escrita, particularmente desses indivíduos. Escolheu redações de vestibulandos pela oportunidade de obtenção de um corpus homogêneo. Sua hipótese inicial é a da existência de uma possível crise da linguagem e, através do estudo, estabelecer relações entre os textos e o nível de estruturação mental de seus produtores. Entre os problemas, ressaltam-se a carência de nexos, de continuidade e quantidade de informações, ausência de originalidade. Também foram objeto de análise condições externas como família, escola, cultura, fatores sociais e econômicos. Um dos critérios utilizados para a análise é a utilização do conceito de coesão. A autora preocupa-se ainda com a progressão discursiva, com o discurso tautológico, as contradições lógicas evidentes, o nonsense, os clichês, as frases feitas. Chegou à conclusão de que 34,8% dos vestibulandos demonstram incapacidade de domínio dos termos relacionais; 16,9% apresentam problemas de contradições lógicas evidentes. A redundância ocorreu em 15,2% dos textos. O uso excessivo de clichês e frases feitas aparece em 69,0% dos textos. Somente em 40 textos verificou-se a presença de linguagem criativa. Às vezes o discurso estrutura-se com frases bombásticas, pretensamente de efeito. Recomenda a autora que uma das formas de combater a crise estaria em se ensinar a refazer o discurso falho e a buscar a originalidade, valorizando o devaneio.
Segundo a NBR 6028, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, deve-se evitar o uso de parágrafos no meio do resumo. Portanto, o resumo é constituído de um só parágrafo.

ESTILO E EXTENSÃO
O resumo deve salientar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho. Não é desejável que se esqueça de apresentar os objetivos e os assuntos do texto original, bem como os métodos e técnicas de abordagem, mas sempre de forma concisa. Também será objeto do resumo a descrição das conclusões, ou seja, as conseqüências dos resultados.
A norma da ABNT recomenda que o resumo tenha até 100 palavras se for de notas e comunicações breves. Se se tratar de resumo de monografias e artigos, sua extensão será de até 250 palavras. Resumo de relatórios e teses podem ter até 500 palavras.
Quanto ao estilo, deve ser composto com frases concisas, evitando-se enumerar tópicos. A primeira frase explica o assunto do texto. Em seguida, indica-se a categoria do tratamento. Do que se trata? De estudo de caso, de análise da situação? Preferencialmente, serão escritos os resumos em terceira pessoa do singular e com verbos na voz ativa.
Resumo é, pois, uma apresentação concisa de elementos relevantes de um texto; um procedimento de reduzir um texto sem destruir-lhe o conteúdo. Constitui-se em forma prática de estudo que participa ativamente da aprendizagem, uma vez que favorece a retenção de informações básicas.
TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO DE RESUMO
O resumo deve destacar:
Elementos bibliográficos do texto; sua ficha técnica:
Sobrenome do autor, nome.
Título da obra.
Local de publicação do texto.
Editora.
Ano.
Páginas.
Tipo de texto, o gênero a que se filia (literário, didático, acadêmico).
Resumo do conteúdo: assunto do texto, objetivo, métodos, critérios utilizados, conclusões do autor da obra resumida.
A elaboração de resumos exige mais habilidade de leitura que de escrita. O resumo permite melhor compreensão das idéias expostas, uma vez que, para realizá-lo, é necessário apreender a estrutura do parágrafo.
Não cabem no resumo comentários ou julgamentos apreciativos. E ainda acrescentam que a dificuldade de resumir um texto pode advir da complexidade do texto (vocabulário, estrutura sintática, relações lógicas), bem como da competência do leitor. Para reduzir as dificuldades de elaboração de resumos, recomenda-se ler o texto do começo ao fim, sem interrupções. Nesta fase inicial, responde-se à questão: de que trata o texto? Na segunda leitura, decodificam-se frases complexas, recorre-se ao dicionário para solução do vocabulário. Em terceiro lugar, segmenta-se o texto, dividindo-o em blocos temáticos, de idéias (ou de espaço, ou de tempo, ou de personagens) que tenham unidade de significação. Finalmente, redige-se o resumo com as próprias palavras.
Fonte:
Acesso em 13/09/2009.
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