sexta-feira, 27 de abril de 2012

INTERIM OU ÍNTERIM

Tenho repetido este erro constantemente. Quando digitava no editor de texto, o corretor ortográfico acusou como errado e ao pesquisar sobre o assunto, olha o que achei... (Por Valdemir Mota de Menezes, o Escriba)


Interim ou ínterim

Ínterim é a forma correta de escrita da palavra. A palavra interim está errada. Sempre que quisermos referir um intervalo de tempo, compreendido entre dois acontecimentos, devemos utilizar o substantivo masculino ínterim.

Exemplos:
Estava esperando uma ligação, mas tive que ir abrir a porta. Nesse ínterim o telefone tocou e não consegui atender.
É nesse ínterim, entre a hora do lanche e do jantar, que fico com mais fome.

A palavra ínterim é proparoxítona. Assim, deverá ser acentuada e pronunciada corretamente com a tonicidade na sílaba ín. Na língua portuguesa, uma das regras de acentuação é que todas as palavras proparoxítonas deverão ser acentuadas.

Fique sabendo mais!
Existe uma parte da fonética que trata da acentuação tônica das palavras. Chama-se prosódia. Erros de prosódia são comuns. No caso de ínterim, erradamente se transforma uma palavra proparoxítona em oxítona.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

15 ERROS COMUNS DE PORTUGUÊS

15 erros de português… que talvez você cometa diariamente

Quando se fala de livros de gramáticos, há que se separar o joio do trigo. Ou seja, os bons conselhos daquilo que é meramente transtorno obsessivo-compulsivo. Também distinguir o que são erros de portuguêserros gramaticais propriamente ditos – daquilo que é meramente preconceito linguístico.

No entanto, gosto muito do Luiz Antonio Sacconi, que não faz nenhuma questão de parecer simpático, como tem sido moda depois do surgimento do professor Pasquale Cipro Neto.

Sacconi é radical em alguns pontos e seu aparente mau-humor chega a ser divertido. Seus livros, de fato, são fáceis de ler e abordam os problemas cotidianos. Recomendo sobretudo o Não Erre Mais.

Sabendo-se obter de seus livros – como este 1000 erros de português – os pontos mais úteis para a vida prática, o autor pode ajudar em muito na escrita e nas conversas mais formais do dia-a-dia. Ou seria dia a dia?

Separei alguns erros de diferentes naturezas que, em uma primeira folheada, chamaram-me mais a atenção, ou por sua curiosidade ou por sua freqüência diária:

  1. Super-interessante
    Na famosa revista está grafada a palavra Super- acima de -interessante. Dado o desconto por tratar-se de um nome, uma marca, deve-se chamar a atenção: a palavra superinteressante escreve-se sem hífen. E, portanto, não teria essa divisão silábica, mas esta: su-pe-rin-te-res-san-te.
  2. Um agravante, um atenuante
    Agravante e atenuante são palavras femininas. Portanto, uma agravante, uma atenuante. Sempre.
  3. Todo mundo
    Todo o mundo erra essa. Todo o mundo precisa saber que o correto é “todo o mundo” em qualquer situação.
  4. Qualidade que você gosta
    Outro erro comum nos reclames diários. Quem gosta, gosta de alguma coisa, portanto, a marca de que você gosta
  5. O banco que você confia
    Quem confia, confia em alguma coisa. Portanto, o banco em que você confia.
  6. A janta está na mesa
    A janta está quase consagrada pelo uso, como se costuma dizer nos meios gramáticos. Mas, se você preferir uma forma mais correta, diga sempre que o jantar está na mesa.
  7. Desculpe a nossa falha
    Se você der alguma informação errada em seu blog, não diga “desculpe a nossa falha”. Quem desculpa, desculpa alguém de (ou por) alguma coisa. Então: desculpe-nos pela falha.

Pronúncia

Os erros de pronúncia são vários. Algumas palavras ficam até esquisitas se pronunciadas da maneira correta e você corre o risco de ser considerado uma criatura exótica, mas – fazer o quê? – vamos a alguns deles:

  1. Um xeróx
    Tire sempre uma xérox (o acento, nos dois casos, é ilustrativo). Na dúvida, peça uma fotocópia.
  2. Féche a porta
    A pronúncia correta é fêche a porta, com o e fechado (o acento é ilustrativo).
  3. Incêsto
    A pronúncia correta é incésto (o acento também é ilustrativo).
  4. Toráxico
    Escreva e pronuncie torácico.
  5. Aerosol
    Escreva e pronuncie aerossol.
  6. Comprar no Éxtra
    O “e” é fechado. Faça compras no Êxtra (novamente, acento meramente ilustrativo). Acho que nas propagandas a pronúncia usada é com o e aberto.
  7. Sintaxe pronunciada sintakse
    Essa é para os programadores de plantão. O seu código não está com problemas de “sintakse”, está com problemas de “sintásse“. As grafias entre aspas são meramente ilustrativas. A grafia correta é sintaxe.
  8. Subzídio
    Escreve-se subsídio e pronuncia-se subcídio.

Bem, agora vou ali dar uma revisada nos artigos passados, pois certamente eles estão cheios de erros. Adimito. Digo, admito.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

VERBO ATENTAR

atentar

Significado de Atentar

v.t. Cometer um atentado: atentar contra a vida de alguém.
Reparar em, observar, prestar atenção, refletir: atente nas consequências do seu ato.

Sinônimos de Atentar

Sinônimo de atentar: constatar, notar e reparar

Definição de Atentar

Classe gramatical de atentar: Verbo transitivo
Tipo do verbo atentar: regular
Separação das sílabas de atentar: a-ten-tar



Exemplos com o verbo atentar na imprensa

A oposição acusa o governo de atentar contra a liberdade de expressão por uma milionária multa que impôs ao canal há algumas semanas e por levar adiante vários inquéritos por supostas violações de leis de telecomunicações. Folha de São Paulo, 16/07/2009
Ele terá agora de ser julgado por atentar contra a segurança nacional. Folha de São Paulo, 19/07/2009

Outras informações sobre o verbo Atentar

Possui 7 letras
Possui as vogais: a e
Possui as consoantes: n r t
O verbo Atentar escrito ao contrário: ratneta

Conjugação do verbo atentar

Tipo do Verbo: regular
Infinitivo: atentar
Gerúndio: atentando
Particípio Passado: atentado

Indicativo
  • Presente do Indicativo
    eu atento
    tu atentas
    ele atenta
    nós atentamos
    vós atentais
    eles atentam
  • Pretérito Imperfeito do Indicativo
    eu atentava
    tu atentavas
    ele atentava
    nós atentávamos
    vós atentáveis
    eles atentavam
  • Pretérito Perfeito do Indicativo
    eu atentei
    tu atentaste
    ele atentou
    nós atentamos
    vós atentastes
    eles atentaram
  • Mais-que-perfeito do Indicativo
    eu atentara
    tu atentaras
    ele atentara
    nós atentáramos
    vós atentáreis
    eles atentaram
  • Futuro do Pretérito do Indicativo
    eu atentaria
    tu atentarias
    ele atentaria
    nós atentaríamos
    vós atentaríeis
    eles atentariam
  • Futuro do Presente do Indicativo
    eu atentarei
    tu atentarás
    ele atentará
    nós atentaremos
    vós atentareis
    eles atentarão

Subjuntivo
  • Presente do Subjuntivo
    que eu atente
    que tu atentes
    que ele atente
    que nós atentemos
    que vós atenteis
    que eles atentem
  • Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
    se eu atentasse
    se tu atentasses
    se ele atentasse
    se nós atentássemos
    se vós atentásseis
    se eles atentassem
  • Futuro do Subjuntivo
    quando eu atentar
    quando tu atentares
    quando ele atentar
    quando nós atentarmos
    quando vós atentardes
    quando eles atentarem

Imperativo
  • Imperativo Afirmativo
    atenta tu
    atente ele
    atentemos nós
    atentai vós
    atentem eles
  • Imperativo Negativo
    não atentes tu
    não atente ele
    não atentemos nós
    não atenteis vós
    não atentem eles

Infinitivo
  • Infinitivo Pessoal
    por atentar eu
    por atentares tu
    por atentar ele
    por atentarmos nós
    por atentardes vós
    por atentarem eles

Rimas com atentar

  • esmagar
  • meditar
  • pelejar
  • alongar
  • agradar
  • revelar
  • brincar
  • manejar
  • avistar
  • farejar
  • ajuntar
  • acalmar
  • esfolar
  • aceitar
  • arrumar
  • ordenar
  • confiar
  • cogitar

Anagramas de atentar

  • tantear
FONTE: http://www.dicio.com.br/atentar/



sexta-feira, 20 de abril de 2012

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

Em minha busca para aperfeiçoar a língua portuguesa e as técnicas de interpretação de texto, encontrei este texto que muito me ajudou e pode ajudar você. (Valdemir Mota de Menezes, o Escriba)

A PRÁTICA
Neste capítulo, vamos treinar um pouco, mostrando variados tipos de questões de interpretação e compreensão de texto.
Texto I
Salustiano era um bom garfo. Mas o jantar que lhe haviam oferecido nada teve de abundante.
- Quando voltará a jantar conosco? - perguntou-lhe a dona da casa.
- Agora mesmo, se quiser.
(Barão de Itararé, in Máximas e Mínimas do Barão de Itararé)
1) A figura de linguagem presente no primeiro período do texto é:

a) hipérbole
b) eufemismo
c) prosopopéia
d) metonímia
e) antítese

2) Deduz-se do texto que Salustiano:

a) come pouco.
b) é uma pessoa educada.
c) não ficou satisfeito com o jantar.
d) é um grande amigo da dona da casa.
e) decidiu que não mais comeria naquela casa.

3) O adjetivo que não substitui sem alteração de sentido a palavra “abundante” é:

a) copiosa
b) frugal
c) opípara
d) lauta
e) abundosa








Respostas
1) O gabarito é a letra d. Temos aqui um tipo de metonímia. Há uma troca: ser um bom garfo / comer bem. Há muitas questões hoje em dia envolvendo as figuras de linguagem. Estude bem o segundo capítulo, onde elas aparecem. Note que este tipo de metonímia não é fácil, porém, conhecendo bem as outras figuras, dá para fazer por eliminação.
2) A resposta é a letra c. A letra a é eliminada, pois ser um bom garfo é comer muito. A letra b é errada, pois, se ele fosse realmente educado, não teria dado aquela resposta no final do texto, evidenciando a sua insatisfação. Nada no texto sugere que ele seja um grande amigo da dona da casa, o que descarta a alternativa d. A opção e pode ser desconsiderada, uma vez que, embora insatisfeito, ele não diz que jamais comerá naquela casa; aliás, chega mesmo a aceitar o novo convite. O gabarito só pode ser a letra c, pois ele era um bom garfo e a comida era pouca, o que o levou a querer repeti-la, aceitando o convite.
3) Questão de sinonímia. A palavra frugal é o oposto de abundante. As outras quatro são sinônimas de abundante. Daí o gabarito ser a letra b.










Texto II
A mulher foi passear na capital. Dias depois o marido dela recebeu um telegrama:
“Envie quinhentos cruzeiros. Preciso comprar uma capa de chuva. Aqui está chovendo sem parar”.
E ele respondeu:
“Regresse. Aqui chove mais barato”.
(Ziraldo, in As Anedotas do Pasquim)
1) A resposta do homem se deu por razões:

a) econômicas
b) sentimentais
c) lúdicas
d) de segurança
e) de machismo

2) Com relação à tipologia textual, pode-se afirmar que:

a) se trata de uma dissertação.
b) se trata de uma descrição com alguns traços narrativos.
c) o autor preferiu o discurso direto.
d) o segundo período é exemplo de discurso indireto livre.
e) não se detecta a presença de personagens.

3) Com relação aos elementos conectores do texto, não se pode dizer que:

a) dela tem como referente mulher.
b) o referente do pronome ele é marido.
c) a preposição de tem valor semântico de finalidade.
d) A oração “Aqui está chovendo sem parar” poderia ligar-se à anterior, sem alteração de sentido, pela conjunção conquanto.
e) O advérbio aqui, em seus dois empregos, não possui os mesmos referentes
.
Respostas
1) Letra a. Ao pedir à mulher que regresse logo, ele pensava que não precisaria comprar uma capa de chuva porque eles já possuem uma, ou que gastaria menos, já que em sua cidade a capa é mais barata. O risco da questão é a presença do adjetivo lúdicas, menos conhecido. É necessário melhorar o vocabulário. Lúdicas quer dizer “relativas a jogos, brinquedos, divertimentos”.
2) A resposta só pode ser a letra c. As duas primeiras estão eliminadas, pois o texto é narrativo. Tanto a fala da mulher quanto a do marido são integrais, ou seja, exemplificam o que se conhece como discurso direto. O autor não usou o travessão, mais comum, preferindo as aspas. A letra d não tem cabimento, para quem conhece o discurso indireto livre. Não poderia ser a opção e, uma vez que o homem e a mulher são as personagens do texto.
3) Gabarito: letra d. As duas primeiras alternativas são evidentes, dispensam comentários. A letra c está perfeita, pois se trata de uma capa para chuva, ou seja, com a finalidade de proteger a pessoa da chuva. A última alternativa também está correta, pois o primeiro “aqui” refere-se à “capital”, onde ela está passeando, e o segundo à cidade do interior, onde se encontra o marido. A resposta só pode ser a letra d porque o relacionamento entre as duas orações é de causa e efeito, pedindo conjunções como pois, porque, porquanto etc. Conquanto significa embora, tem valor concessivo, de oposição. Além disso, seu emprego acarretaria erro de flexão verbal, pois o verbo deveria estar no subjuntivo (esteja), o que não ocorre no texto original.






Texto III
“Uma nação já não é bárbara quando tem historiadores.”
(Marquês de Maricá, in Máximas)
1) O texto é:

a) uma apologia à barbárie
b) um tributo ao desenvolvimento das nações
c) uma valorização dos historiadores
d) uma reprovação da selvageria
e) um canto de louvor à liberdade

2) Só não constitui paráfrase do texto:

a) Um país já não é bárbaro, desde que nele existem historiadores.
b) Quando tem historiadores, uma nação já é civilizada.
c) Uma nação deixa de ser bárbara quando há nela historiadores.
d) Quando possui historiadores, uma nação não mais pode ser considerada bárbara.
e) Desde que tenha historiadores, uma nação já não é mais bárbara
.

Respostas
1) O gabarito é a letra c. A opção a é absurda por si mesma. A letra b não
cabe, pois o texto não fala de homenagem à nação. Não pode ser a
letra d, porque nada no texto reprova a barbárie (o leitor precisa aterse
ao texto). A última opção é totalmente sem propósito. Na realidade,
o autor valoriza os historiadores, uma vez que é a sua presença que
garante estar a nação livre da barbárie.
2) Letra b não constitui parafrase do texto




Texto IV
“A maior alegria do brasileiro é hospedar alguém, mesmo um desconhecido que lhe peça pouso, numa noite de chuva.”
(Cassiano Ricardo, in O Homem Cordial)
1) Segundo as idéias contidas no texto, o brasileiro:

a) põe a hospitalidade acima da prudência.
b) hospeda qualquer um, mas somente em noites chuvosas.
c) dá preferência a hospedar pessoas desconhecidas.
d) não tem outra alegria senão a de hospedar pessoas, conhecidas ou não.
e) não é prudente, por aceitar hóspedes no período da noite.

2) A palavra mesmo pode ser trocada no texto, sem alteração de sentido, por:

a) certamente
b) até
c) talvez
d) como
e) não

3) A expressão “A maior alegria do brasileiro” pode ser entendida como:

a) uma personificação
b) uma ironia
c) uma metáfora
d) uma hipérbole
e) uma catacrese

4) O trecho que poderia dar seqüência lógica e coesa ao texto é:

a) Não obstante isso, ele é uma pessoa gentil.
b) Dessa forma, qualquer um que o procurar será atendido.
c) A solidariedade, pois, ainda precisa ser conquistada.
d) E o brasileiro ganhou fama de intolerante.
e) Por conseguinte, se chover, ele dará hospedagem aos desconhecidos.

Respostas
1) Letra a. Na ânsia de ser hospitaleiro, o brasileiro hospeda, imprudentemente, em sua casa, pessoas desconhecidas. A letra b condiciona a hospedagem às noites chuvosas. A opção c não tem nenhum apoio no texto, que não fala em preferências. A letra d não cabe como resposta, pois o texto nos fala de “maior alegria”, ou seja, há outras, menores. A letra e poderia realmente confundir. Na verdade a falta de prudência não existe por aceitar hóspedes durante a noite, mas aceitá-los sendo eles desconhecidos.
2) A resposta é a letra b. Mesmo é palavra denotativa de inclusão, da mesma forma que até.
3) O gabarito é a letra d. Trata-se de um evidente exagero do autor. A figura do exagero chama-se hipérbole.
4) Letra b. Na opção a, não obstante isso tem valor concessivo. Deveria ser por isso ou semelhantes. Na letra c, a conjunção pois é conclusiva, não pode estar seguida de ainda precisa, pois o texto diz que o brasileiro já conquistou a solidariedade. A alternativa d contraria inteiramente o texto. A letra e não dá seqüência ao texto, pois este não condiciona a hospedagem à chuva.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

FALAR BEM É FALAR CORRETAMENTE

Estive lendo esta matéria abaixo publicado no no VOXTOPIA e aprendi sobre o uso do verbo no final da frase com o pronome da primeira pessoa do singular. (Escriba Valdemir Mota de Menezes)

http://www.voxtopia.net/2008/03/falar-bem-falar-corretamente.html

Falar bem é falar corretamente



Para se dar bem profissionalmente um dos requisitos imprescindíveis (pelo menos eu considero, mas, infelizmente algumas empresas não se preocupam muito com isso) é falar bem. Mais importante ainda, falar de forma correta.
Algumas pessoas têm o hábito de copiar expressões de políticos ou celebridades sem ter a menor noção de que são verdadeiros absurdos que desrespeitam nosso idioma. Portanto, se você é uma celebridade, cuidado na hora de falar para não dar mau exemplo.
Procure evitar o famoso gerúndio, um vício de centrais de tele atendimento. Exemplos:
“Eu vou estar verificando a informação”.
O correto é: “Eu vou verificar a informação”.
Já ouvi pessoas, pasmem, de nível universitário dizer de forma insistente frases como: “Tem muito trabalho para mim fazer”. Quando o correto é: “... para eu fazer”.
Sempre que a frase for concluída com um verbo usa-se a primeira pessoa do singular, quando não, usa-se o “mim”. Exemplo: “Tem muito trabalho para mim”.
Ou se a palavra que conclui a frase não for um verbo pode-se dizer: “Há um conflito entre mim e a empresa”.
Algumas pessoas ainda confundem o uso das palavras mais e mas.
MAIS significa soma, adição. Exemplo: “Por favor, pegue o relatório de hoje mais duas cópias e entregue ao diretor”.
MAS é sinônimo de porém, entretanto. Exemplo: “Não posso ir ao trabalho hoje, mas, mandarei um substituto”.
Certas formas de falar possuem conotação pejorativa. Exemplo: “Neste estabelecimento aceitamos qualquer cartão de crédito”.
Neste caso a palavra “qualquer” causa a impressão de depreciação do referido cartão de crédito, como se o de um determinado cliente fosse melhor do que o de outro. Parece bobagem, mas algumas pessoas se ofendem com isso.
O melhor seria dizer algo como: “Aceitamos todos os cartões de crédito”. Desta forma a frase muda de sentido, dá uma impressão de status.
Expressões repetitivas como: tá, tipo assim, aí né, ok também causam má impressão e tiram a objetividade da locução.
Evite também o pleonasmo. Expressões do tipo: subir para cima, entrar para dentro, etc.
Gírias também não causam boa impressão no ambiente de trabalho, principalmente se for uma entrevista para decidir se você será admitido ou não.
Para falar bem e de forma correta procure ler bastante, ouvir bastante (com cuidado, pois, como foi dito acima, não significa que a frase esteja correta pelo fato de a pessoa ser importante) e se tiver dúvidas sobre determinadas palavras, não se acanhe de consultar um dicionário ou livros de ortografia e gramática.
Não fique se preocupando em ser eloqüente sem saber o que está falando, o mais importante é falar o português correto.
PS: Se eu escrevi algo errado, por favor, me corrijam.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

RESUMO: A NORMA NBR 6028

O escriba Valdemir Mota de Menezes leu a Norma NBR 6028 e aprendeu mais um pouco sobre como fazer um resumo e melhor sua redação. RESUMO: A NORMA NBR 6028 A Norma NBR 6028, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, define resumo como "apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto". Uma apresentação sucinta, compacta, dos pontos mais importantes de um texto. Esta definição pode, no entanto, ser melhorada: resumo é uma apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto, ressaltando a progressão e a articulação delas. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto. O resumo abrevia o tempo dos pesquisadores; difunde informações de tal modo que pode influenciar e estimular a consulta do texto completo. Deve destacar: o assunto do trabalho; o objetivo do texto; a articulação das idéias; as conclusões do autor da obra resumida; ser redigido em linguagem objetiva; não apresentar juízo crítico; ser inteligível por si mesmo (isto é, dispensar a consulta ao original); evitar a repetição de frases inteiras do original; respeitar a ordem em que as idéias ou fatos são apresentados. Para o pesquisador o resumo é um instrumento de trabalho. Um resumo pode ter variadas formas: apresentar apenas um sumário das idéias do autor, narrar as idéias mais significativas, condensar o conteúdo de tal modo que dispense a leitura do texto original. Os procedimentos para realizar um resumo incluem, em primeiro lugar, descobrir o plano da obra a ser resumida. Em segundo lugar, a pessoa que está realizando-o deve responder, no resumo, a duas perguntas: o que o autor pretende demonstrar? De que trata o texto? Em terceiro lugar, deve-se ater às idéias principais do texto e a sua articulação. Muito importante nesta fase é distinguir as diferentes partes do texto. A fase seguinte é a de identificação de palavras-chaves. Finalmente, passa-se à redação do resumo. EXEMPLO DE RESUMO: ROCCO, Maria Thereza Fraga. Crise na linguagem: a redação no vestibular. São Paulo: Mestre Jou, 1981. 184 p. Estudo realizado sobre redações de vestibulandos da FUVEST. Examina os textos com base nas novas tendências dos estudos da linguagem, que buscam erigir uma gramática do texto, uma teoria do texto. São objeto de seu estudo a coesão, o clichê, a frase feita, o "não-texto" e o discurso indefinido. Parte de conjecturas e indagações, apresenta os critérios para a análise, o candidato, o texto e farta explicação. ROCCO, Maria Thereza Fraga. Crise na linguagem: a redação no vestibular. São Paulo: Mestre Jou, 1981. 284 p. Examina 1.500 redações de candidatos a vestibulares (1978), obtidas da FUVEST. O livro resultou de uma tese de doutoramento apresentada à USP em maio de 1981. Objetiva caracterizar a linguagem escrita dos vestibulandos e a existência de uma crise na linguagem escrita, particularmente desses indivíduos. Escolheu redações de vestibulandos pela oportunidade de obtenção de um corpus homogêneo. Sua hipótese inicial é a da existência de uma possível crise da linguagem e, através do estudo, estabelecer relações entre os textos e o nível de estruturação mental de seus produtores. Entre os problemas, ressaltam-se a carência de nexos, de continuidade e quantidade de informações, ausência de originalidade. Também foram objeto de análise condições externas como família, escola, cultura, fatores sociais e econômicos. Um dos critérios utilizados para a análise é a utilização do conceito de coesão. A autora preocupa-se ainda com a progressão discursiva, com o discurso tautológico, as contradições lógicas evidentes, o nonsense, os clichês, as frases feitas. Chegou à conclusão de que 34,8% dos vestibulandos demonstram incapacidade de domínio dos termos relacionais; 16,9% apresentam problemas de contradições lógicas evidentes. A redundância ocorreu em 15,2% dos textos. O uso excessivo de clichês e frases feitas aparece em 69,0% dos textos. Somente em 40 textos verificou-se a presença de linguagem criativa. Às vezes o discurso estrutura-se com frases bombásticas, pretensamente de efeito. Recomenda a autora que uma das formas de combater a crise estaria em se ensinar a refazer o discurso falho e a buscar a originalidade, valorizando o devaneio. Segundo a NBR 6028, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, deve-se evitar o uso de parágrafos no meio do resumo. Portanto, o resumo é constituído de um só parágrafo. ESTILO E EXTENSÃO O resumo deve salientar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho. Não é desejável que se esqueça de apresentar os objetivos e os assuntos do texto original, bem como os métodos e técnicas de abordagem, mas sempre de forma concisa. Também será objeto do resumo a descrição das conclusões, ou seja, as conseqüências dos resultados. A norma da ABNT recomenda que o resumo tenha até 100 palavras se for de notas e comunicações breves. Se se tratar de resumo de monografias e artigos, sua extensão será de até 250 palavras. Resumo de relatórios e teses podem ter até 500 palavras. Quanto ao estilo, deve ser composto com frases concisas, evitando-se enumerar tópicos. A primeira frase explica o assunto do texto. Em seguida, indica-se a categoria do tratamento. Do que se trata? De estudo de caso, de análise da situação? Preferencialmente, serão escritos os resumos em terceira pessoa do singular e com verbos na voz ativa. Resumo é, pois, uma apresentação concisa de elementos relevantes de um texto; um procedimento de reduzir um texto sem destruir-lhe o conteúdo. Constitui-se em forma prática de estudo que participa ativamente da aprendizagem, uma vez que favorece a retenção de informações básicas. TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO DE RESUMO O resumo deve destacar: Elementos bibliográficos do texto; sua ficha técnica: Sobrenome do autor, nome. Título da obra. Local de publicação do texto. Editora. Ano. Páginas. Tipo de texto, o gênero a que se filia (literário, didático, acadêmico). Resumo do conteúdo: assunto do texto, objetivo, métodos, critérios utilizados, conclusões do autor da obra resumida. A elaboração de resumos exige mais habilidade de leitura que de escrita. O resumo permite melhor compreensão das idéias expostas, uma vez que, para realizá-lo, é necessário apreender a estrutura do parágrafo. Não cabem no resumo comentários ou julgamentos apreciativos. E ainda acrescentam que a dificuldade de resumir um texto pode advir da complexidade do texto (vocabulário, estrutura sintática, relações lógicas), bem como da competência do leitor. Para reduzir as dificuldades de elaboração de resumos, recomenda-se ler o texto do começo ao fim, sem interrupções. Nesta fase inicial, responde-se à questão: de que trata o texto? Na segunda leitura, decodificam-se frases complexas, recorre-se ao dicionário para solução do vocabulário. Em terceiro lugar, segmenta-se o texto, dividindo-o em blocos temáticos, de idéias (ou de espaço, ou de tempo, ou de personagens) que tenham unidade de significação. Finalmente, redige-se o resumo com as próprias palavras.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

EXERCÍCIOS DE PORTUGUÊS COM GABARITO

Estes exercícios de português fizeram parte das questões do concurso público para preechimento de vagas para o cargo de Oficial de Justiça, em 1999 em Venceslau/SP (por Valdemir Mota de Menezes)








Tribunal de Justiça – SP
Comarca de Venceslau
Concurso para Oficial de Justiça - 1999
11. Dentre as palavras sugeridas nos parênteses, escolha a que mais se adeqüe ao contexto e assinale a opção correta.
1. Aquela mulher sempre agia com muita ____________. (descrição / discrição )
2. Guardei todos os alimentos na _______________. (despensa / dispensa)
3. Achei que o juiz não _______________ aquele réu. (absolveria / absorveria)
4. No último _____________ descobriu-se que somos mais de cem milhões. (censo / senso)
a ( ) discrição _ despensa _ absorveria _ senso
b ( ) descrição _ dispensa _ absolveria _ censo
c ( ) descrição _ dispensa _ absorveria _ senso
d ( ) discrição _ despensa _ absolveria _ censo
e ( ) discrição _ dispensa _ absolveria _ censo
12. Os períodos abaixo representam diferenças de pontuação. Assinale a opção que corresponde ao período de pontuação correta:
a ( ) Uns optaram, pelo partido rosa, outros pelo azul, houve quem preferisse, o amarelo mas vermelho não podia ser.
b ( ) Uns optaram pelo partido rosa, outros pelo azul houve quem, preferisse o amarelo, mas vermelho não podia ser.
c ( ) Uns optaram pelo partido rosa outros pelo azul houve, quem preferisse o amarelo, mas vermelho não podia ser.
d ( ) Uns optaram pelo partido rosa, outros pelo azul, houve quem preferisse o amarelo, mas vermelho não podia ser.
e ( ) Uns, optaram pelo partido, rosa outros pelo azul, houve quem preferisse, o amarelo mas vermelho não podia ser.
13. Assinale a alternativa que completa as lacunas corretamente:
1. "Eu, quando via Josefina, já não queria ver ______ nada,....." (Cecília Meireles)
2. "Vocês cometeram um erro terrível, __________ meu inglês acabou". (Roberto Benigni)
3. "Ele é candidato a líder do partido no ano que vem. ________ eu não vou dar mole". (Fax Brasília / Isto É 31/03/99)
4. "Além disso, os fanáticos por doces e massas não levam muita vantagem. É fácil entender _______".
(Isto É 31/03/99)
a ( ) mais _ porque _ mas _ por quê
b ( ) mais _ por que _ mais _ porquê
c ( ) mas _ porquê _ mais _ por que
d ( ) mas _ por quê _ mais _ porque
e ( ) mais _ por que _ mas _ por quê
14. Indique a alternativa onde os verbos indicados estão flexionados adequadamente:
1. Naquele dia ___________ vários alunos à aula de revisão. ( faltar )
2. Amanhã ___________ trinta anos que nos conhecemos. ( fazer )
3. __________ dez pessoas para concluir a obra. ( bastar )
4. Os Estados Unidos ____________ várias mercadorias. ( exportar )
a ( ) faltaram _ fazem _ bastam _ exporta
b ( ) faltaram _ faz _ bastam _ exportam
c ( ) falta _ faz _ bastam _ exportam
d ( ) faltara _ fazem _ basta _ exportam
e ( ) faltaram _ faz _ basta _ exportarão
15. A concordância verbal está incorreta na opção:
a ( ) Obedeceu-se aos pedidos do ator.
b ( ) Dão-se aulas de matemática.
c ( ) Há de haver sérios problemas.
d ( ) Algum de nós entregarão o prêmio.
e ( ) Qual de nós aceitará a decisão ?
Em cada conjunto de orações nas questões de 16 a 19, assinale a incorreta.
16. a ( ) Alugam-se apartamentos mobiliados.
b ( ) Evitemos as meias palavras.
c ( ) É preciso que todos estejam alertas.
d ( ) O bom profissional deve estar quite com seus deveres.
e ( ) Nem todos se sentem bem quando estão sós.
17. a ( ) Podem existir algumas surpresas.
b ( ) Assiste-se a bons espetáculos.
c ( ) Temo que não haja soluções.
d ( ) Três metros é menos do que preciso.
e ( ) Nunca houveram tantos inscritos no concurso.
18. a ( ) Amanhã irão V. Exa e ele.
b ( ) Amanhã irei tu e eu.
c ( ) Deve haver muitas pessoas fora do estádio.
d ( ) Mais de um veículo chocaram-se.
e ( ) O Amazonas fica longe do São Francisco.
19. a ( ) Os concursados visam a um cargo gratificante.
b ( ) Chegarei em casa muito tarde porque preciso fazer hora-extra.
c ( ) Esqueci-me do presente que prometi.
d ( ) A mãe quer muito à filha.
e ( ) "Assistia à primeira aula e saía logo(....)"
20. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas abaixo.
1. Se todos __________ a herança, eu não precisaria __________ no testamento.
2. Se eu _________ minha idéia, todos ____________ uma maneira de pô-la em prática.
a ( ) reouvesse _ intervir _ impuserem _ encontrará
b ( ) reouvesse _ interveio _ impuserem _ encontrarão
c ( ) reouvessem _ interviu _ impuseram _ encontrarão
d ( ) reouvessem _ intervir _ impuser _ encontrarão
e ( ) reavesse _ intervir _ impuser - encontraram


gabarito

11 – D 12 – D 13 –A 14-B 15-D 16-C 17-E 18-B 19-B 20-D