terça-feira, 8 de setembro de 2009

PONTUAÇÃO

As informações abaixo foram extraídas do site:
:: NOVA ESCOLA ON-LINE :: Page 1 of 5
http://revistaescola.abril.com.br/PrintPlanoAula.shtml 4/6/2008
Planos de aula
Ensino Fundamental II
Seqüência Didática
Aprendendo a fazer uso da pontuação
Organize a leitura crítica de textos em sala de aula para
ensinar os conceitos de pontuação
Introdução
Sabe-se que durante muitos anos se ensinou pontuação através de regras gramaticais apenas, de forma
descontextualizada , tornando o assunto desinteressante e prescritivo-normativo. Cabe ao professor
oferecer aos alunos a possibilidade de observar o valor da pontuação dentro de enunciados lingüísticos,
fazer comparações com outras formas de pontuar e avaliar os efeitos de significado que as diferentes
maneiras podem conferir a estes mesmos enunciados.
Para isso é preciso trabalhar com pequenos textos de diversos gêneros, fazer a observação de sua
pontuação e a finalidade a que ela se destina ali (poemas, notícias, recados, cartas, textos de panfletos,
anúncios, de publicidade etc.).
Conteúdo(s) específico(s):
- Conceito de pontuação aberta e pontuação fechada;
- Conhecimento e utilização da pontuação segundo regras;
- Reconhecimento da pontuação ou da falta de pontuação para se obter efeito estilístico;
- Reconhecimento e emprego das diferentes formas de pontuação em diálogos.
Ano
7º e 8º ano (ou 8º e 9º)
Tempo estimado
4 aulas
Material necessário
Textos escritos tendo como suporte fichas ou a tela do computador.
Obras literárias completas.
Poesias avulsas ou em antologias
Língua Portuguesa Análise e Reflexão sobre a Língua e a Linguagem Pontuação



Desenvolvimento das atividades
1. Proponha a leitura do poema Ouvir estrelas, de Olavo Bilac.
Ouvir estrelas, de Olavo Bilac
Ouvir estrelas
Ora, (direis) ouvir estrelas!
Certo perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as
janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com ela? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."



2. Provoque uma discussão entre os alunos sobre a pontuação usada pelo poeta e seus efeitos nos
versos; pergunte, por exemplo, que elementos do poema indicam que se trata de um diálogo; qual a
diferença de ponto de vista entre o poeta e seu interlocutor.
Peça que expliquem qual a importância dos parênteses no primeiro verso.
O que sugere o uso das reticências no verso "E abro as janelas, pálido de espanto...?”- Qual a condição
indicada pelo poeta para se poder ouvir as estrelas e que sinal de pontuação nos sugere essa percepção
ou sensação? Dessa forma, perceberão a importância da pontuação estilística, ou seja, utilizada para
sugerir uma emoção, uma sensação, um sentimento.




3.. Trabalhe com outros textos literários nos quais se encontrem efeitos da pontuação estilística. Podem
ser apresentados em fichas, ou lidos em antologias, ou pesquisados na Internet e selecionados pelos
próprios alunos etc. (o capítulo “Velho diálogo de Adão e Eva”, em Memórias Póstumas de Brás Cubas,
de Machado de Assis é um bom exemplo para isso). A ausência de pontuação, em grande parte dos
poemas, também é um recurso estilístico, pois muitas vezes a própria disposição dos versos sugere
pausas, expressividade.



4. Trabalhe, em seguida com a turma, em grupos, propondo que realizem a próxima atividade visando a
garantir que as mensagens se tornem claras e objetivas, através do uso da pontuação adequada.
Leia o texto
A herança
Um homem rico estando muito mal de saúde, pediu que lhe trouxessem papel e tinta.
Escreveu o seguinte:
“Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do
padeiro nada dou aos pobres”.
Deu o último suspiro antes de ter podido fazer a pontuação. A quem, afinal, deixava sua fortuna?
Eram apenas quatro os citados.
No dia seguinte, ao receberem o papel, cada um dos citados deu ao texto a pontuação e a
interpretação que lhe favorecia.
Reescreva o texto pontuando da mesma forma que eles.
O sobrinho fez a seguinte pontuação:
A irmã chegou em seguida e o pontuou assim:
O padeiro pediu cópia do original e o deixou dessa forma:
A notícia se espalhou pelas redondezas e um sabido homem representando os pobres deixou o texto
desse jeito:
Após a realização da atividade, discuta com os alunos o uso das vírgulas, do ponto final, do ponto-evírgula
e de outros sinais que tenham usado para concluir as mensagens.
Registre as conclusões a respeito do uso desses sinais de pontuação. Depois de fazer isso, as
convenções sobre o uso da pontuação ganharão significado, posto que realizadas dentro de um contexto
e em verdadeira situação de uso.



5.Leia um texto em prosa (um artigo de jornal ou um parágrafo, relativamente extenso), sem fazer
pontuação alguma. Peça que relatem o que entenderam do que foi lido por você. O entendimento,
seguramente, estará prejudicado. Esse exercício oral visa a estimular a tomada de consciência dos
alunos quanto à necessidade da utilização dos sinais de pontuação para compreensão dos enunciados.
Em seguida, distribua o texto a eles para que façam a necessária pontuação. Depois é preciso que leiam
em voz alta para comparar e sentir a diferença entre as duas formas de enunciação.
Pode ser feito o mesmo tipo de exercício com enunciados com interlocução para que pratiquem a
pontuação do diálogo, em todas as suas variantes (com travessão no início das falas, depois das falas,
sem travessão, entre outras).


6. Use um trecho qualquer da obra Todos os Nomes, de José Saramago, (algum da página 61), onde se
encontra uma pontuação completamente diferente da empregada como norma em português. É uma boa
oportunidade para reflexão sobre a relação entre a prescrição da gramática normativa e a transgressão
dessas regras para efeito estilístico, portanto, inovador.


7.. Aproveite para lhes ensinar o que é pontuação aberta e pontuação fechada.
Muitas vezes omite-se a pontuação, optando-se pela pontuação aberta. A utilização de recursos como
disposição espacial dos elementos e das frases, a utilização das linhas, cores e marcadores, os espaços
em branco etc., permitem identificar as partes do texto, sem necessidade de se pontuar, tornando, assim,
o texto mais leve.
A pontuação aberta é adotada especialmente nos seguintes casos:
- nas manchetes e títulos da imprensa;
- em títulos de artigos, ensaios, redações;
- em partes de correspondências, especialmente comerciais – datas, endereçamento, vocativo,
assinatura;
- na listagem de itens e outras partes de textos publicitários;
- na listagem de itens em textos jornalísticos, técnicos
.



8. Nesse estágio, o professor poderá propor exercícios que sistematizem o emprego da pontuação. Deve
utilizar textos completos (períodos, parágrafos e não frases isoladas). É preciso que as atividades tenham
significado, estejam em um contexto para serem realizadas.
Uma boa estratégia é trabalhar com as próprias produções dos alunos, coletivamente, em situações de
reescrita e não apenas de correção, para que percebam como realizar os mesmos textos com uma
pontuação diferente da original.
Outra atividade interessante é pedir que os alunos ditem, uns para os outros, pequenas narrativas com
diálogos (anedotas, conversas telefônicas, conversas de MSN) e as pontuem.. Depois devem discutir a
pontuação usada, se normativa , se estilística etc.




Avaliação
A avaliação se dará coletivamente, em todos os momentos em que os alunos estiverem participando das
discussões sobre pontuação e realizando exercícios, e individualmente, quando estiverem empregando a
pontuação em produções escritas, de maneira prescritiva apenas ou de forma criativa para obter efeitos
estilísticos.

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TERÇA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2009
Pontuação - Exercícios com Gabarito
Pontuação é matéria presente em todos concursos públicos, seja por alterar a semântica de uma frase, seja por nos ajudar na análise sintática. Então, nada mais justo que fazer diversos exercícios,
1. Assinale a opção em que a supressão das vírgulas alteraria o sentido do anunciado:

a) os países menos desenvolvidos vêm buscando, ultimamente, soluções para seus problemas no acervo cultural dos mais avançados;

b) alguns pesquisadores,que se encontram comprometidos com as culturas dos países avançados, acabam se tornando menos criativos;

c) torna-se, portanto, imperativa uma revisão modelo presente do processo de desenvolvimento tecnológico;

d) a atividade científica, nos países desenvolvidos, é tão natural quanto qualquer outra atividade econômica;

e) por duas razões diferentes podem surgir, da interação de uma comunidade com outra, mecanismos de dependência.

2. Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo:

“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.

a) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
b) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
c) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
d) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
e) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.

3. Assinale o exemplo em que há emprego incorreto da vírgula:
a) como está chovendo, transferi o passeio;
b) não sabia, por que todos lhe viravam o rosto;
c) ele, caso queira, poderá vir hoje;
d) não sabia, por que não estudou;
e) o livro, comprei-o por conselho do professor.

4. Assinale o trecho sem erro de pontuação:
a) vimos pela presente solicitar de V.Sas., que nos informe a situação econômica da firma em questão;

b) cientificamo-lo de que na marcha do processo de restituição de suas contribuições, verificou-se a ausência da declaração de beneficiários;

c) o Instituto de Previdência do Estado, vem solicitar de V.Sa. o preenchimento da declaração;

d) encaminhamos a V.Sa., para o devido preenchimento, o formulário em anexo;
e) estamos remetendo em anexo, o formulário.

5. Assinale as frases em que as vírgulas estão incorretas:
a) ora ríamos, ora chorávamos;
b) amigos sinceros, já não os tinha;
c) a parede da casa, era branquinha branquinha;
d) Paulo, diga-me o que sabe a respeito do caso;
e) João, o advogado, comprou, ontem, uma casa.

6. Observe:
1) depois de muito pedir ( ) obteve o que desejava;
2) se fosse em outras circunstâncias ( ) teria dado tudo certo;
3) exigiam-me o que eu nunca tivera ( ) uma boa educação;
4) fez primeiramente seus deveres ( ) depois foi brincar;
Assinale a alternativa que preencha mais adequadamente os parênteses:
a) (;) (,) (:) (;); d) (?) (,) (,) (:);
b) (,) (;) (:) (;); e) (,) (;) (.) (;).
c) (,) (,) (:) (;);

7. Assinale o item em que as vírgulas estão empregadas corretamente:
I - Foi ao fundo da farmácia, abriu um vidro, fez um pequeno embrulho e entregou ao homem.
II - A sua fisionomia estava serena, o seu aspecto tranqüilo.
III - E o farmacêutico, sentindo-se aliviado do seu gesto, sentira-se feliz diante de suas lembranças.
IV - Quando, vi que não servia, dei às formigas, e nenhuma morreu.

a) I - IV;
b) II - III;
c) II - IV;
d) I - II;
e) I - III.

8.A frase: “O assunto desta reunião - voltou a afirmar o presidente - é sigiloso”.
Qual das alternativas apresenta as possibilidades corretas dentre as numeradas de I a V?
I - O assunto desta reunião (voltou a afirmar o presidente ...) é sigiloso.
II - O assunto desta reunião (voltou a afirmar o presidente) é sigiloso.
III - O assunto desta reunião, voltou a afirmar o presidente, é sigiloso.
V - O assunto desta reunião: voltou a afirmar o presidente: é sigiloso.

a) I, II, III, IV, V;
b) II, III;
c) I, III, V;
d) I, IV, V;
e) II, IV, V.

9.Em seguida vai um pequeno trecho de Machado de Assis, pontuado de diversos modos. Só uma vez a pontuação estará de acordo com as normas gramaticais. Assinale-a:

a) homem gordo, não faz revolução. O abdômem, é naturalmente amigo da ordem. O estômago pode destruir, um império: mas há de ser antes do jantar;

b) homem gordo não faz revolução. O abdômem é naturalmente amigo da ordem; o estômago pode destruir um império: mas há de ser antes do jantar;

c) homem gordo não faz revolucão, o abdômem é, naturalmente, amigo da ordem. O estômago, pode destruir um império: mas há de ser antes do jantar;

d) homem gordo não faz revolução: o abdômen e naturalmente, amigo da ordem. O estômago pode destruir um império: mas há de ser antes do jantar;

e) homem gordo não faz revolução: o abdômem é naturalmente amigo da ordem. O estômago pode destruir um império mas há de ser, antes do jantar.

10. Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo:

“Como amanhã será o nosso grande dia ___ duas coisas serão importantes ___ uma é a tranqüilidade ___ a outra é a observação minunciosa do que esta sendo solicitado”.
a) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula;
b) vírgula, vírgula,vírgula;
c) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
d) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
e) ponto e vírgula, dois pontos, vírgula.

11. Assinale a série de sinais cujo emprego corresponde, na mesma ordem, aos parênteses indicados no texto:
“Pergunta-se ( ) qual é a idéia principal desse parágrafo ( ) A chegada de reforços ( ) a condecoração ( ) o escândalo da opinião pública ou a renúncia do presidente ( ) Se é a chegada de reforços ( ) que relação há ( ) ou mostrou seu autor haver ( ) entre esse fato e os restantes ( )”.
a) , , ? ? ? , , , .
b) : ? , , ? , ___ ___ ?
c) ___ ? , , . ___ ___ ___ .
d) : ? , . ___ , , , ?
e) : . , , ? , , , .

GABARITO
1. E 2. C 3. B 4. D 5. C 6. C 7. D 8. B 9. B 10. C 11. B

Abraço,
prof. Eliane Vieira





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O texto abaixo foi extraído da Gramática de Pasquale Cipro Neto

3 AS FRASES E A PONTUAÇÃO
Uma frase é um conjunto de elementos lingüísticos estruturados para que se concretize a
comunicação. Na língua oral, esses conjuntos se estruturam em sequências cuja
ordenação em boa parte é feita por recursos vocais, como a entoação, as pausas, a
melodia e até mesmo os silêncios. Para perceber a importância da participação desses
elementos sonoros na organização da linguagem falada, basta observar alguém que
esteja se comunicando em voz alta:
você vai notar que essa pessoa controla os recursos vocais mencionados para que suas
frases se articulem significativamente. Assim, as frases faladas e os recursos vocais que
as organizam constroem os textos falados.
Na escrita, os elementos vocais da linguagem são substituídos por um sistema de sinais
visuais que com eles mantêm alguma correspondência. Esses sinais são conhecidos
como sinais de pontuação e seu papel na língua escrita é semelhante ao dos elementos
vocais na língua falada: participam da estruturação das frases na construção dos textos
escritos.

O estudo do emprego dos sinais de pontuação está ligado à percepção de seu
papel estruturador na língua escrita. Isso significa que não se aprende a usá-los partindo-se
do pressuposto de que eles representam na escrita as pausas e melodias da língua
falada: não é esse o papel desses sinais. O estudo de seu emprego baseia-se na
organização sintática e significativa das frases escritas e não nas pausas e na melodia
das frases faladas.


Levando em conta tudo isso, decidimos organizar o estudo da pontuação tomando como
ponto de partida os estudos de Sintaxe. Você perceberá, assim, que o conhecimento da
organização sintática da língua portuguesa é um poderoso instrumento para que se
alcance a pontuação correta e eficiente.
Neste primeiro capítulo, vamos falar dos sinais que delimitam graficamente as frases.
Observe:
a) o ponto final (.) é utilizado fundamentalmente para indicar o fim de uma frase
declarativa:
Não há país justo sem equilíbrio social.
Não é possível que ainda se pense que há pessoas que têm mais direitos do que outras.
"A vida é a arte do encontro, embora haja muito desencontro pela vida." (Vinicius de
Moraes)
b)o ponto de interrogação (?) é o sinal que indica o fim de uma frase interrogativa
direta:
O que você quer aqui?
Até quando os brasileiros vão se negar a entender que miséria e desenvolvimento
são inconciliáveis?
Nas frases interrogativas indiretas, utiliza-se ponto final:
Quero saber por que você não colabora.
c) o ponto de exclamação (!) é o sinal que indica o fim de frases exclamativas ou
optativas (as que expressam desejo):
Que bela companheira você é!
Que Deus te acompanhe!
Exemplo de sinais gráficos: quadrinhos de Ziraldo, representando dois homens se encontrando, um bem humorado e o outro mau humorado: diálogo
- bem humorado: tudo bem?
- mau humorado: - em que sentido?
- bem humorado: como vai?
- mau humorado: por que pergunta?
- bem humorado: quanto tempo?!
- mau humorado: duas e quinze.
- bem humorado: Adeus!
- mau humorado: ao diabo!
-


Aí estão os pontos de interrogação e de exclamação! Mas, diante de tantos diálogos
bizarros, melhor renunciar às explicações, e apenas rir.
Também pode ser usado para marcar o fim de frases imperativas:
- Vá-se embora! 1
É comum como recurso de ênfase a repetição do ponto de exclamação ou sua
combinação com o ponto de interrogação:
Quê?! De novo?! Não suporto mais isso!!!
Ele outra vez?! Não!!
d) o sinal de reticências (...) indica uma interrupção da estrutura frasal. Essa interrupção
pode decorrer de hesitação de quem tem sua fala representada ou pode indicar que se
espera do leitor o complemento da frase (muitas vezes com finalidade irônica):
Veja bem, não sei... Quem sabe seja... É, na verdade eu não sei...
Bem, eu queria... Você sabe muito bem o que eu quero...
O árbitro é muito eficiente, mas os auxiliares...
Pelo jeito, ainda será preciso esperar muito tempo para que os brasileiros compreendam
em que consiste a verdadeira modernidade social...
Também o sinal de reticências é constantemente combinado com pontos de interrogação
ou exclamação, para acrescentar à frase particularidades de significado:
Você faria isso por mim?...
De novo!...
e) na representação gráfica de diálogos, utilizam-se os dois pontos (:) e os travessões (-):
Depois de um longo silêncio, ele disse:
- É melhor esquecer tudo.
- É melhor esquecer tudo - disse ele, depois de um longo silêncio.
- É melhor - concordei.
Também é possível empregar vírgulas no lugar dos travessões intermediários:
- Convém tentar esquecer tudo, disse ele, para que ninguém mais seja prejudicado.
A situação parece ter chegado a um impasse. "Muitos sem-terra atingiram os limites do
desespero", afirmou o sociólogo, "e parecem decididos a ir até o fim".
ATIVIDADES
1. Foram retirados os pontos finais dos períodos que formam o parágrafo seguinte.
Recoloque-os.
a idéia de que a violência provém da má índole dos indivíduos que a praticam é bastante
generalizada ouvem-se com bastante frequência grupos de cidadãos que exigem maior
eficiência da policia e até mesmo a intervenção do Exército como forma de garantir a
segurança dos indivíduos e seu patrimônio mais raras são as vozes que se levantam para
denunciar uma sociedade hipócrita em que aqueles que posam como pais de família
exemplares se transformam em exterminadores sem escrúpulos assim que seguram o
volante de um automóvel saliente-se que nesse caso a culpa é atribuida à neurose do
trânsito das grandes cidades e não à má índole individual
2. Foram retirados os sinais de pontuação que indicam o final dos períodos que formam
o parágrafo seguinte. Recoloque-os.
há efetivamente um conjunto de brasileiros que se comportam como se as leis não lhes
dissessem respeito o convívio social não passa de uma forma de lhes satisfazer os
desejos as obrigações inerentes a qualquer forma de sociedade pertencem
excluvisamente aos outros seria importante saber o que efetivamente produzem esses
indivíduos para o bem da comunidade são eles seres verdadeiramente sociais a resposta
a essa pergunta pude dar inicio à redescoberta da noção de bem-comum
3. Crie um diálogo em que você utiliza pontos de exclamação, pontos de interrogação,
reticências e travessões.


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As informações abaixo foram extraídas do site:
http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/1537503.doc


Currículo Resumido
Nelson Maia Schocair
Atividade Profissional
 Professor de Gramática, Redação e Literatura; Português Instrumental e Jurídico;
 Professor da Fundação Escola do Serviço Público – RJ; da Sociedade Fluminense de Ensino e Pesquisa – Niterói, RJ; e da Escola de Administração e Negócios – Brasília, DF;
 Professor do Curso e Colégio Objetivo e do Curso e Colégio Anglo-Latino, ambos de São Paulo;
 Palestrante; Revisor; Consultor em Língua Portuguesa;
 Poeta, Escritor, Músico e Compositor, premiado em inúmeros concursos literários.

Titulação
• Imortal do Clube dos Escritores – Academia de Artes, Ciências e Letras de Piracicaba – SP – Cadeira 54 – Patrono: Alcides Aldrovandi;
• Acadêmico da AVBL – Academia Virtual Brasileira de Letras – Cadeira 434 – Patrono: Machado de Assis;
• Cônsul pelo Rio de Janeiro do Movimento Poetas del Mundo – Santiago, Chile.
• Membro da ACAART – Associação Cultural dos Amigos das Artes de Novo Hamburgo, RS;
• Imortal da Academia de Letras do Brasil – Cadeira 005/Rio de Janeiro/RJ;
• Indicações: Academia Mundial de Direito Internacional e Academia Mundial de Relações Internacionais.
Autor dos livros:


• Contatos:
1. E-mail: professornelsonmaia@uol.com.br – nelsonmaia1@uol.com.br
2. Sites:
• Literário: www.neldemoraes.com
• Profissional: www.professornelsonmaia.com

Concursos e Vestibulares
35 questões com gabarito

(ESAF) Nas questões 01 a 03, indique o item em que os sinais de pontuação não foram corretamente empregados.

01.
a) No campo dos dissídios coletivos, o fracasso na negociação direta transfere para os juízes dos TRTs e ministros do TST uma responsabilidade gigantesca que, muitas vezes, as próprias diretorias das empresas evitam enfrentar – especialmente as estatais.
b) Não são raros os casos em que os dirigentes fazem o papel de bonzinhos, deixando o desempenho de algoz para o Poder Judiciário. Como reverter este quadro? Como forçar as partes a negociar com todo o empenho? Penso que o “método da oferta final” pode ajudar.
c) Por esse método, o julgador só pode optar por uma das duas propostas finais das partes. Digamos que uma pede 100% de aumento, e a outra insiste em conceder apenas 10%. O juiz só poderá escolher 100% ou 10%, ficando impedido de escolher qualquer valor intermediário.
d) Esse é um exemplo pouco realista, e aqui usado, simplesmente, para acentuar que a restrição aludida constitui uma poderosíssima pressão para as partes negociarem à exaustão.
e) Ela eleva extraordinariamente, o risco para as partes. Se o juiz decidir pelos 100%, arrasa a empresa; se decidir pelos 10%, arrasa os trabalhadores.

02.
a) Os trabalhadores com datas-base em fevereiro, junho e outubro (Grupo 2) podem receber antecipação bimestral de 18%, e mais o INPC de setembro, 15,62%, o que corresponderia a um aumento total de 36,43% este mês.
b) O saque do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), é permitido no caso de aposentadoria, invalidez, transferência para reserva remunerada, inatividade ou falecimento.
c) Quem vai às compras, para atender necessidades básicas ou satisfazer desejos de consumo, não pode dispensar a pesquisa de preços.
d) tanto os que têm como os que não têm cruzados retidos e vivem o aperto da estagflação, a recessão combinada com inflação, estão compulsoriamente obrigados a prestar mais atenção nos atos do Executivo e do Legislativo, direito e dever da cidadania e salvaguarda do bolso.
e) Tributaristas já cansaram de dizer: é preciso estar atento e, mais do que isso, agir.

03.
a) Nem mesmo um Cecil B. DeMille com poderes divinos – e orçamento ilimitado – seria capaz de reunir um elenco tão monumental, complexo, diferenciado e demente quanto o elenco de europeus que “descobriu” e “conquistou” a América.
b) A lista de aventureiros sem escrúpulos, navegantes destemidos, soldados gananciosos, cartógrafos visionários, náufragos abandonados, militares sanguinários, padres sem fé e religiosos devotos, desertores conscientes e traidores contumazes, pilotos virtuosos e líderes com uma missão é virtualmente interminável.
c) Houve gente como o desmiolado Lope de Aguirre, que se finou na busca de uma miragem: o mito de El Dorado.
d) Francisco Pizarro foi o criador de porcos analfabeto que conquistou o Peru e matou o inca Atahualpa no garrote vil, depois de tê-lo feito pagar aquele que talvez tenha sido o maior resgate da história: uma sala repleta de ouro.
e) Menos lembrado é o italiano Pigafetta, o aventureiro e escritor que inventou que a Patagônia era habitada por gigantes, ou Cristóvão de Acuna, o padre que inventou que o Rio Amazonas era patrulhado por guerreiras amazonas, ou o inglês sir Walter Raleigh, que conquistou as Guianas.


04. (ESAF) Assinale a opção que apresenta pontuação correta.
a) Assim como, a miséria foi sendo construída com a indiferença, frente à exclusão e à destruição das pessoas, a negação da miséria começa a se realizar, com a prática cotidiana, ampla e generosa da solidariedade.
b) Assim como a miséria, foi sendo construída, com a indiferença, frente à exclusão e à destruição, das pessoas, a negação da miséria começa a se realizar, com a prática cotidiana, ampla e generosa da solidariedade.
c) Assim como a miséria, foi sendo construída com a indiferença, frente à exclusão e à destruição das pessoas a negação da miséria começa a se realizar, com a prática cotidiana, ampla e generosa da solidariedade.
d) Assim, como a miséria foi sendo construída, com a indiferença frente à exclusão e à destruição das pessoas a negação da miséria, começa a se realizar com a prática cotidiana ampla e generosa da solidariedade.
e) Assim como a miséria foi sendo construída com a indiferença frente à exclusão e à destruição das pessoas, a negação da miséria começa a se realizar com a prática cotidiana, ampla e generosa da solidariedade.

(Herbert de Souza, com adaptações)

05. (ESAF) Assinale a opção que substitui corretamente os números por vírgulas.

Para concluir (1) já que estamos falando em futuro (2) importa ressaltar que (3) o futuro não acontece espontaneamente (4) nem é mero fruto da tecnologia.

a) 1 – 2 – 3 - 4
b) 1 – 2 – 3
c) 1 – 2 – 4
d) 2 – 4
e) 3 – 4






































06. (ESAF) Assinale o trecho corretamente pontuado.
a) No plano da sociedade, o desgaste da imagem do serviço público, nos últimos anos, tem se dado de forma acelerada. A sociedade não compreende e não aceita, o baixo desempenho da administração pública.
b) Paradoxalmente, isso não tem feito prosperar a tese do Estado mínimo, a não ser, entre segmentos abastados, justamente os que menos se utilizam dos serviços públicos (à exceção talvez do ensino superior).
c) O outro lado da descrença manifesta em relação ao Estado é, paradoxalmente, uma demanda por uma maior intervenção estatal, em especial na esfera social, em áreas como: educação, saúde e habitação.
d) Mas é preciso salientar, que na melhor das hipóteses, a opinião pública sempre influenciada em alguma medida pela mídia - se preocupa com os resultados das ações de governo. Seu olhar contudo esbarra nas bordas do balcão do Estado, ficando aquém do que se passa rotineiramente lá dentro.
e) Cada vez mais, de uma forma desequilibrada, sensacionalista e nem sempre racional, são, os meios de comunicação de massa, que têm feito as vezes do “olho do dono”, no que se refere à administração pública.
(Trechos extraídos, com modificações, de texto de Francisco Gaetani)

07. (ESAF) Identifique o item em que a pontuação está correta.
a) Sobre a sociedade, acima das classes, o aparelhamento político: uma camada social, comunitária embora nem sempre articulada - impera, rege e governa, em nome próprio, num círculo impermeável, de comando. Esta camada, que não representa a nação, quando forçada pela lei do tempo, renova se e, substitui velhos por moços, inaptos por aptos, num processo que cunha e nobilita os recém-¬vindos, imprimindo lhes, os seus valores.
b) Sobre a sociedade acima das classes, o aparelhamento político – uma camada social, comunitária embora nem sempre articulada: impera, rege e governa, em nome próprio, num círculo impermeável de comando. Esta camada, que não representa a nação, quando forçada pela lei do tempo, renova se e substitui velhos por moços, inaptos por aptos, num processo que cunha, e nobilita os recém-¬vindos, imprimindo lhes os seus valores.
c) Sobre a sociedade, acima das classes, o aparelhamento político uma camada social, comunitária embora nem sempre articulada impera, rege e governa, em nome próprio, num círculo impermeável de comando. Esta camada, que não representa a nação, quando forçada pela lei do tempo, renova se e substitui velhos por moços, inaptos por aptos, num processo que cunha e nobilita os recém-¬vindos, imprimindo lhes os seus valores.
d) Sobre a sociedade acima das classes, o aparelhamento, político; uma camada social, comunitária embora nem sempre articulada; impera, rege e governa em nome próprio, num círculo impermeável, de comando. Esta camada, que não representa a nação, quando forçada pela lei do tempo, renova se e substitui velhos, por moços, inaptos por aptos num processo que cunha e nobilita, os recém-¬vindos, imprimindo lhes os seus valores.
e) Sobre a sociedade acima das classes o aparelhamento político. Uma camada social, comunitária embora nem sempre articulada impera rege e governa, em nome próprio, num círculo impermeável de comando. Esta camada, que não representa, a nação quando forçada pela lei do tempo renova se e substitui velhos por moços, inaptos por aptos, num processo que cunha, e nobilita os recém¬-vindos, imprimindo lhes os seus valores.
(Raymundo Faoro Os Donos do Poder)

08. (NCE) O segmento do texto que mostra um equívoco do editor do texto no emprego da vírgula é:
a) “... a realidade do Judiciário e a necessidade de sua reforma foram, nos últimos meses, deformados...”;
b) “...distribuição de Justiça em nosso Estado e vê¬-la reconhecida, senão por todos, ao menos pela maioria...”;
c) “Recente pesquisa da OAB, mostrou que 55% da população mal conhece o Judiciário.”;
d) “De resto, temos à disposição diversos mecanismos endógenos, eficazes, de controle...”;
e) “...o pior de todos, com exceção dos outros...”.

09. (NCE) “Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, não cessava de atormentá lo...”; as vírgulas que envolvem o segmento sublinhado:
a) marcam um adjunto adverbial deslocado;
b) indicam a presença de uma oração intercalada;
c) mostram que há uma quebra da ordem direta da frase;
d) estão usadas erradamente porque separam o sujeito do verbo;
e) assinalam a presença de um aposto.

10. (NCE) “Vamos, por um momento que seja, cair na real...”; a regra abaixo que justifica o emprego das vírgulas nesse segmento do texto é:
a) separar elementos que exercem a mesma função sintática;
¬b) isolar o aposto;
c) isolar o adjunto adnominal antecipado;
¬d) indicar a supressão de uma palavra;
e) marcar a intercalação de elementos.

11. (NCE) Ele não costuma esquentar a vitrine por muito tempo.
Alterando a ordem do trecho destacado, a pontuação correta fica:
a) Ele não costuma, por muito tempo, esquentar a vitrine.
b) Ele não costuma, por muito tempo esquentar a vitrine.
c) Ele não costuma por muito tempo, esquentar a vitrine.
d) Ele não costuma por, muito tempo, esquentar a vitrine.
e) Ele não costuma por muito tempo esquentar a vitrine.

12. (NCE) Na frase – O apresentador disse: tem certeza de que a resposta é essa? – os dois pontos foram usados para:
a) introduzir a fala do interlocutor.
b) apresentar um ponto de vista.
c) expressar uma opinião.
d) suscitar uma afirmação.
e) provocar uma intimidação.

13. (NCE) O segmento “A cada início de ano, é costume renovar esperanças e fortalecer confianças em relação ao futuro. Tempo de limpar gavetas, fazer faxinas e vestir cores que – acreditam muitos – ajudem a realizar antigos desejos e aspirações.” aparece entre travessões porque:
a) marca urna opinião do autor do texto sobre o conteúdo veiculado;
b) indica uma explicação de algum segmento anterior;
c) assinala a necessidade de completar um pensamento suspenso;
d) mostra a presença de um termo intercalado;
e) dá destaque a uma expressão usada em sentido diverso do usual.

14. (NCE) “O recurso à palavra pomposa, o palavrão bonito da moda, é sintomático da velha doença brasileira da retórica”..
As vírgulas foram usadas no fragmento para:
a) desfazer possível má interpretação.
b) indicar a elipse de um verbo.
c) intercalar o vocativo.
d) separar o aposto do termo fundamental.
e) assinalar o deslocamento de um termo.

15. (UFRN) “Depois de muita briga, o tema era ‘democraticamente imposto’.”
No período acima, as aspas têm por função:
a) indicar que a expressão foge ao nível de linguagem em que o texto foi elaborado.
b) evidenciar a intransigência típica de algumas pessoas.
c) destacar a relação irônica estabelecida entre termos semanticamente opostos.
d) sugerir que, mesmo na democracia, ocorre autoritarismo.

16. (UFC) No período “Era fascinante, e ela sentia nojo”. O uso da vírgula:

I. enfatiza semanticamente cada oração.
II. decorre de uma relação de alternância entre as duas orações.
III. justifica-se por separar orações coordenadas com sujeitos diferentes.

A análise das assertivas nos permite afirmar corretamente que:
a) apenas I é verdadeira.
b) apenas II é verdadeira.
c) I e II são verdadeiras.
d) II e III são verdadeiras.
e) I e III são verdadeiras.


17. (UFSCAR) Uma das normas estabelecidas para o uso da vírgula impõe que este sinal de pontuação serve para separar elementos que exercem a mesma função sintática, desde que tais elementos não venham unidos por conjunções aditivas. Este princípio vem formulado em muitas Gramáticas, Rubem Braga desobedeceu a essa norma no trecho:
a) “O cajueiro já devia ser velho quando nasci.”
b) “Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge...”
c) “Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira...”
d) “Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto...”
e) “...ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima...”

18. (ITA) Assinale a opção que melhor reestrutura - gramatical e estilisticamente - o seguinte grupo de frases:
I. A eutanásia é uma prática (O. Principal).
II. Pela eutanásia busca-se ou visa-se abreviar a vida de pessoas enfermas.
III. Na eutanásia, o abreviar deve ser sem dor e sofrimento e os enfermos ter que ser incuráveis.
IV. A igreja condena essa prática.
a) A eutanásia, condenada pela Igreja, é uma prática pela qual se busca abreviar - sem dor e sofrimento - a vida de
enfermos reconhecidamente incuráveis.
b) A eutanásia que visa abreviar a vida de enfermos, sem dor e sofrimento e desde que sejam incuráveis, é uma prática condenada pela Igreja.
c) Condenada pela Igreja, a eutanásia é uma prática onde se visa abreviar, sem dor e sofrimento, a vida de enfermos reconhecidamente incuráveis.
d) A eutanásia - prática pela qual se busca abreviar, sem dor e sofrimento, a vida de enfermos decididamente incuráveis - é condenada pela Igreja.
e) A eutanásia, que é condenada pela Igreja, é uma prática em que, sem dor e sofrimento, se visa abreviar a vida dos enfermos que sejam definitivamente incuráveis.

19. (FUVEST) Considere os períodos I, II e III, pontuados de duas maneiras diferentes.
I. Ouvi dizer de certa cantora que era um elefante que engolira um rouxinol / Ouvi dizer de certa cantora, que era um elefante, que engolira um rouxinol.
II. A versão apresentada à imprensa é evidentemente falsa / A versão apresentada à imprensa é, evidentemente, falsa.
III. Os freios do Buick guincham nas rodas e os pneumáticos deslizam rente à calçada / Os freios do Buick guincham nas rodas, e os pneumáticos deslizam rente à calçada.
Com pontuação diferente ocorre alteração de sentido somente em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.

20. (FUVEST) Assinalar a alternativa em que a acentuação e a pontuação estejam corretas:
a) Multidão, cujo amor cobicei, até à morte, era assim que eu me vingava, às vezes, de ti, deixava burburinhar em volta do meu corpo a gente humana sem a ouvir como o Prometeu de Esquilo fazia aos seus verdugos.
b) Multidão cujo amor cobicei até à morte, era assim que eu me vingava as vezes de ti, deixava burburinhar, em volta do meu corpo, a gente humana sem a ouvir, como o Prometeu de Ésquilo, fazia aos seus verdugos.
c) Multidão, cujo amor cobicei até à morte; era assim que eu me vingava as vezes de ti; deixava burburinhar em volta do meu corpo a gente humana; sem a ouvir como o Prometeu de Esquilo fazia aos seus verdugos.
d) Multidão, cujo amor cobicei até à morte, era assim que eu me vingava às vezes de ti; deixava burburinhar em volta do meu corpo a gente humana, sem a ouvir, como o Prometeu de Ésquilo fazia aos seus verdugos.
e) Multidão, cujo amor cobicei até à morte, era assim que eu me vingava, às vezes, de ti, deixava burburinhar em volta do meu corpo, a gente humana, sem a ouvir, como o Prometeu de Ésquilo fazia aos seus verdugos.

21. (FUVEST) Assinale a alternativa que está com a pontuação correta.
a) Citando o dito da rainha de Navarra, ocorre-me que entre nosso povo, quando uma pessoa vê outra pessoa arrufada, costuma perguntar-lhe: "Gentes, quem matou seus cachorrinhos?"
b) Citando o dito, da rainha de Navarra, ocorre-me que entre nosso povo quando, uma pessoa vê outra pessoa arrufada costuma perguntar-lhe: "Gentes, quem matou seus cachorrinhos?"
c) Citando, o dito da rainha de Navarra, ocorre-me que entre nosso povo, quando uma pessoa vê outra pessoa arrufada costuma perguntar-lhe: "Gentes quem matou seus cachorrinhos?"
d) Citando o dito da rainha de Navarra, ocorre-me que entre nosso povo, quando uma pessoa vê outra pessoa arrufada, costuma perguntar-lhe: "Gentes quem matou seus cachorrinhos?"
e) Citando o dito, da rainha de Navarra, ocorre-me, que, entre nosso povo, quando uma pessoa, vê outra pessoa arrufada, costuma perguntar-lhe: "Gentes, quem matou seus cachorrinhos?"

22. (UFES) "Diz um conhecido provérbio nos países orientais que para se caminhar mil milhas é preciso dar o primeiro passo." O texto está corretamente pontuado em:
a) Diz um conhecido provérbio, nos países orientais, que para se caminhar mil milhas, é preciso dar o primeiro passo.
b) Diz um conhecido provérbio nos países orientais, que, para se caminhar mil milhas é preciso, dar o primeiro passo.
c) Diz um conhecido provérbio nos países orientais, que para se caminhar mil milhas, é preciso dar o primeiro passo.
d) Diz um conhecido provérbio, nos países orientais, que, para se caminhar mil milhas, é preciso dar o primeiro passo.
e) Diz, um conhecido provérbio nos países orientais, que para se caminhar mil milhas, é preciso dar o primeiro passo.

23. (FEI) Assinalar a alternativa cujo período dispensa o uso de vírgula:
a) Nesse trabalho ficou patente a competência dos jovens frente à nova situação.
b) O autor busca um meio capaz de gerar um conjunto potencialmente infinito de formas com suas propriedades típicas.
c) Apreensivo ora se voltava para a janela ora examinava o documento.
d) Suas palavras embora gentis continham um fundo de ironia.
e) Tudo isto é muito válido mas tem seus inconvenientes.

24. (ITA) Assinale a opção que melhor reestrutura - gramatical e estilisticamente - o seguinte grupo de frases:
"Uma tarde destas eu vinha da cidade para o Brás. Então encontrei no Metrô uma garota aqui do bairro. E eu conheço essa garota de vista e de chapéu."
a) Ao vir da cidade para o Brás uma tarde destas, encontrei no Metrô uma garota aqui do bairro que conheço de vista e de chapéu.
b) Uma tarde destas, quando eu vinha da cidade para o Brás de chapéu, no Metrô aqui do bairro encontrei uma garota, a qual conheço de vista.
c) Ao vir da cidade para o Brás uma tarde destas, encontrei, aqui do bairro, uma garota no Metrô que conheço de vista e de chapéu.
d) Eu conheço uma garota aqui do bairro, de vista e de chapéu, que encontrei no Metrô, quando vinha da cidade para o bairro.
e) Uma tarde destas, vindo da cidade para o Brás, encontrei no Metrô uma garota aqui do bairro, a qual conheço de vista e de chapéu.

25. (UFPE) Assinale O PAR de frases que apresenta falha(s), na pontuação.
a) 1. As mulheres, dizem as feministas, aperfeiçoam os homens. 2. A voz de Gilka, está cheia de acentos nunca dantes escutados.
b) 1. Nada, nos másculos versos de Francisca Júlia denuncia, a mulher. 2. Em TRÊS MARIAS, o esmagamento do personagem é mais contundente.
c) 1. Em 1980, a autora, sai de cena, discretamente, como sempre viveu. 2. Agora, na residência deles, falou da viagem das irmãs.
d) 1. A garota, sentia-se como única responsável pela caçula. 2. O olhar, iluminava sua face, com um sorriso doce.
e) 1. Menina, venha cá. Vamos nadar? 2. Durante 10 anos, o governo holandês ocupou a ilha.

26. (PUC) Identifique a alternativa em que se corrige a má estruturação do texto a seguir:
"Ele chegou cansado do trabalho. Parecendo mesmo desanimado. Assistindo à televisão a família não o notou."
a) Uma vez chegado do trabalho, cansado, parecia até mesmo desanimado. A família não o notou enquanto assistia à televisão.
b) Tendo chegado do trabalho cansado, parecia mesmo desanimado. A família assistia à televisão. Não o notaram.
c) Desde que chegou cansado do trabalho, parecia mesmo desanimado. Como assistisse à televisão, a família não o notou.
d) Chegou cansado do trabalho, parecendo mesmo desanimado. A família, que assistia à televisão, nem o notou.
e) Parecia mesmo desanimado, porque chegava do trabalho cansado. Enquanto que a família nem o notara, assistindo à televisão.

27. (UNIRIO) Em "ACORDEI PENSANDO EM RIOS – QUE DÃO SEMPRE UM TOQUE FEMININO A QUALQUER CIDADE – E ME DIZENDO QUE O ÚNICO POSSÍVEL DEFEITO DO RIO DE JANEIRO É NÃO TER UM RIO." o autor usou o travessão para:
a) ligar grupos de palavras.
b) iniciar diálogo.
c) substituir parênteses.
d) destacar um aposto.
e) destacar um adjunto adnominal explicativo.


28. (UEL) Considere os períodos I, II e III, pontuados de duas maneiras diferentes.
I. Pedro, o gerente do banco ligou e deixou um recado.
Pedro, o gerente do banco, ligou e deixou um recado.
II. De repente perceberam que estavam brigando à toa.
De repente, perceberam que estavam brigando à toa.
III. Os doces visivelmente deteriorados foram postos na lixeira.
Os doces, visivelmente deteriorados, foram postos na lixeira.
Com a alteração da pontuação, houve mudança de sentido SOMENTE em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

29. (UDESC) Indique a alternativa em que a justificativa de emprego da vírgula está INCORRETA.
a) "E isso não é para admirar, pois o dinheiro representa realmente o denominador comum de tudo que tem valor material nesta vida (...)" - A vírgula foi empregada para assinalar o limite entre orações subordinadas.
b) "E contudo não há coisa mais limitada do que o dinheiro, a riqueza." - A vírgula foi empregada para isolar expressões de igual função sintática.
c) "Pois que ele só nos vale até certo ponto, ou seja, até se chocar com os limites dessa coisa intransponível que se chama a natureza humana. - As duas vírgulas marcam a inserção de uma expressão explicativa.
d) "A roda da grã-finagem internacional, que também se chama o café-society ou os idle-rich, os riscos ociosos." - A vírgula antes de QUE se justifica porque marca o início de uma oração adjetiva explicativa.
e) "Se você perde a perna num acidente, o dinheiro lhe dará a melhor perna artificial do mundo - mas ARTIFICIAL." - A vírgula marca a posição antecipada da oração subordinada em relação à oração principal.

30. (Mackenzie) Os trechos a seguir tiveram sinais de pontuação suprimidos e alterados. Aponte aquele cuja pontuação permaneceu gramaticalmente correta.
a) "A idéia do ministro extraordinário dos Esportes, Édson Arantes do Nascimento, o Pelé de colocar na cadeia 'os meninos' que participam de brigas entre torcidas organizadas é para ficar no jargão esportivo, uma 'bola fora'."
b) "Parece que, o Pelé do milésimo gol, que pedia escola para 'esses meninos,' também era bem mais sábio do que o que hoje lhes propõe 'cadeia'."
c) "Os otimistas olham e dizem: Ah, está meio cheio. Mas os pessimistas, vêem o mesmo copo, a mesma quantidade de água e acham que está meio vazio."
d) "A pesquisa, descrita na edição de hoje da revista científica britânica 'Nature', é mais um dado na busca pelos cientistas de compreender os mecanismos moleculares da embriogênese, ou seja, a formação e desenvolvimento dos seres vivos."
e) "Como os bens públicos não podem ser penhorados os precatórios entram em ordem cronológica no orçamento do governo."

31. (ITA) Assinale a opção cujas frases estão correta e adequadamente pontuadas.

I. Quase tudo como as medalhas tem duas faces a idéia de amizade: opõe-se à de ódio; a de curiosidade, à de indiferença.
II. Quase tudo como as medalhas, tem duas faces a idéia de amizade; opõe-se à de ódio; a de curiosidade à de indiferença.
III. Quase tudo, como as medalhas, tem duas faces: a idéia de amizade opõe-se à de ódio; a de curiosidade, à de indiferença.
IV. Além de vidas humanas, o bem supremo está em jogo no conflito Israel/palestinos: outro valor inestimável, a democracia.
V Além de vidas humanas, o bem supremo está em jogo: no conflito Israel/palestinos, outro valor inestimável - a democracia.
VI. Além de vidas humanas, o bem supremo, está em jogo no conflito Israel/palestinos outro valor inestimável: a democracia.

a) I e IV.
b) II e V.
c) III e VI.
d) I e VI.
e) III e IV.


32. (FUVEST) Os sinais de Pontuação foram bem utilizados em:
a) Nesse instante, muito pálido, macérrimo, Prudente de Morais entrou no Catete, sentou-se e, seco, declarou ao silêncio atônito dos que o contemplavam: "Voltei."
b) "Mãe onde estão os nossos: os parentes, os amigos e os vizinhos?" Mãe, não respondia.
c) Os estados, que ainda devem ao governo, não poderão obter financiamentos, mas os estados que já resgataram suas dívidas ainda terão créditos.
d) Ao permitir a apreensão, de jornais e revistas, o projeto, retira do leitor o direito a ser informado pelo veículo que ele escolheu.
e) Assim, passa-se a permitir, condenações absurdas, desproporcionais aos danos causados.

33. (PUC) Assinale a opção em que as alterações de pontuação propostas para o trecho em destaque estejam de acordo com a norma culta.
NÓS NOS ACOSTUMAMOS A PENSAR QUE HÁ FORMAS DA LÍNGUA QUE NÃO SÃO MAIS USADAS, QUE SÓ OS DICIONÁRIOS REGISTRAM E, POR ISSO, SÃO CHAMADAS DE ARCAÍSMOS. MAS NOS ACOSTUMAMOS TAMBÉM A PENSAR QUE OS ARCAÍSMOS SÃO SEMPRE FORMAS REALMENTE ANTIGAS. ORA, ISSO É UM ENGANO. HÁ ARCAÍSMOS MAIS ARCAICOS DO QUE OUTROS.
a) Nós nos acostumamos a pensar que há formas da língua que não são mais usadas, que só os dicionários registram e, por isso, são chamados de arcaísmos. Mas, nos acostumamos também, a pensar que os arcaísmos são sempre formas realmente antigas. Ora, isso é um engano: há arcaísmos mais arcaicos que outros.
b) Nós nos acostumamos a pensar que há formas da língua que não são mais usadas, que só os dicionários registram e por isso, são chamadas de arcaísmos, mas nos acostumamos também a pensar que os arcaísmos são sempre formas realmente antigas. Ora, isso é um engano. Há arcaísmos, mais arcaicos do que outros.
c) Nós nos acostumamos a pensar que há formas da língua que não mais usadas, que só os dicionários registram e, por isso, são chamados de arcaísmos. Mas nos acostumamos, também, a pensar que os arcaísmos são sempre formas realmente antigas. Ora, isso é um engano - há arcaísmos mais arcaicos do que outros.
d) Nós nos acostumamos a pensar, que há formas da língua que não são mais usadas, que só os dicionários registram e por isso, são chamados de arcaísmos. Mas, nos acostumamos também a pensar que os arcaísmos são sempre formas realmente antigas. Ora, isso é um engano. Há arcaísmos mais arcaicos do que outros.
e) Nós nos acostumamos pensar que há formas da língua que não são mais usadas, que só os dicionários registram e, por isso, são chamadas de arcaísmos. Mas nos acostumamos também a pensar, que os arcaísmos são sempre formas realmente antigas. Ora, isso é um engano; há arcaísmos mais arcaicos do que outros.

34. (PUC) Assinale a alternativa em que as alterações de pontuação propostas para o trecho a seguir estejam de acordo com a norma culta.
"Em resumo, estes três tipos de práticas não respondem a qualquer interesse do próprio leitor: são exercícios de leitura cujos objetivos são para ele incompreensíveis."
a) Em resumo, estes três tipos de práticas não respondem, a qualquer interesse do próprio leitor: são exercícios de leitura, cujos objetivos são, para ele, incompreensíveis.
b) Em resumo: estes três tipos de práticas não respondem a qualquer interesse do próprio leitor - são exercícios de leitura cujos objetivos são, para ele, incompreensíveis.
c) Em resumo, estes três tipos de práticas, não respondem a qualquer interesse do próprio leitor - são exercícios de leitura cujos objetivos são para ele, incompreensíveis.
d) Em resumo; estes três tipos de práticas não respondem a qualquer interesse, do próprio leitor: são exercícios de leitura cujos objetivos são para ele incompreensíveis.
e) Em resumo, estes três tipos de práticas não respondem a qualquer interesse, do próprio leitor. São exercícios de leitura, cujos objetivos são para ele, incompreensíveis.

35. (UEL) Leia com atenção as frases a seguir, pontuadas de duas maneiras diferentes.
I. O lixo proveniente de hospitais tem de ter um tratamento diferente do que tem recebido.
O lixo, proveniente de hospitais, tem de ter um tratamento diferente do que tem recebido.
II. As últimas declarações do presidente da entidade, na esperança de conseguir mais doações, têm sido dramáticas quanto ao futuro das crianças carentes.
As últimas declarações do presidente da entidade - na esperança de conseguir mais doações - têm sido dramáticas quanto ao futuro das crianças carentes.
III. A água, de que precisamos em grande quantidade, só é devidamente consumida em dietas.
A água de que precisamos em grande quantidade só é devidamente consumida em dietas.
Com a mudança de pontuação, houve alteração de sentido:
a) somente em I.
b) somente em I e I I.
c) somente em I e III.
d) somente em II e III.
e) em, I, II e III.


GABARITOS
01. E 11. A 21. A 31. C
02. B 12. D 22. D 32. A
03. C 13. D 23. B 33. C
04. E 14. D 24. E 34. B
05. C 15. C 25. D 35. C
06. B 16. E 26. D
07. C 17. C 27. E
08. C 18. A 28. D
09. E 19. D 29. A
10. E 20. D 30. D

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PONTUAÇÃO - TEORIA E EXERCÍCIOS
• Por Português
• Publicado 17/06/2008
• Português
• Nota:
Português
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Por: Professor Vítor
Ponto-final (.) - usado no final de frases declarativas, de orações ou de períodos. Marca pausas longas.
Exs.: Anita viajou para Santos. Levou consigo todas as suas jóias.
Vírgula (,) - usado para marcar pausas de breve duração entre os termos de oração e entre orações de um mesmo período. Nos casos mais comuns usamos a vírgula para separar:
a) vocativo - Ex.: — Como vai, Ricardo?
b) aposto - Ex.: Moisés, o caçula, sai cedo de casa.
c) adjuntos adverbiais - Exs.: Em meados de março, meu tio voltou de Itu.
A neve cai sobre a cidade, impiedosamente.
d) termos de enumeração - Ex.: Comprei bananas, maçãs, pêras e abacaxis.
e) nomes de lugar nas datas e endereços -
Exs.: Embu, 24 de maio de 1996.
Rua Santa Luzia, 26.
f) orações - Exs.: Não quero viajar, mas vou mesmo assim.
Deus, que é pai de todos, só quer nossa felicidade.
g) palavras ou expressões explicativas ou conclusivas -
Exs.: Assim, estando tudo combinado, assinamos o contrato.
Milton concordou comigo, ou seja, fez tudo que eu pedi.
OBS.: usa-se também a vírgula para marcar a elipse, ou seja, a
omissão de um termo da oração. Ex.: Em São Paulo mora meu pai; em
Santos, minha mãe.

CUIDADO: não se deve usar a vírgula entre:
a) o sujeito e o predicado - Ex.: Os operários trabalham o dia todo.
b) o verbo e seus complementos - Ex.: Eu tenho novidades para você.
c) o nome e o seu complemento - Ex.: O meu amor à pátria é maior que tudo.
d) a oração principal e a oração subordinada substantiva
Ex.: Não acho que você se parece com seu pai.
Ponto-e-vírgula (;) - usado para marcar pausa maior que a da vírgula e menor que
a do ponto-final.Aparece mais para separar:
a) orações de períodos compostos muito longos -
Ex.: Se o homem peca nos maus passos, paguem os pés;se peca nas más
obras, paguem as mãos; se peca nas más palavras, pague a língua...
b) separar itens que constituem uma lei, um decreto, uma portaria, um relatório, um
regulamento, uma instrução normativa - Ex.:
"O vocabulário conterá:
- o formulário ortográfico;
- o vocabulário comum;
- o registro de abreviaturas."
Dois-pontos (:) - pausa maior que a da vírgula e serve para:
a) Introduzir a fala do interlocutor (neste caso, usa-se também o travessão).
Ex.: Maria disse:
—Vou embora, José.
b) Introduzir uma citação. Ex.: Como diria meu pai :"Seja honesto e tudo sairá sempre bem.".
c) Introduzir uma enumeração explicativa.
Ex: Para a viagem não podemos esquecer de levar: blusas, repelentes, lanternas, colchonetes e escovas de dentes.
Ponto-de-interrogação (?) - usado nas frases interrogativas, indicando uma mudança na entonação. Ex.: Você voltará ainda hoje?
Ponto-de-exclamação (!) - usado nas frases exclamativas.
Exs.: Ué! Você não volta hoje?
Todos para o chão! É um assalto!
Reticências (...) - indicam interrupção da fala. Empregam-se para:
a) Indicar que o sentido vai além do que já foi expresso.
Ex.: Se você não voltar já aqui...
b) Indicar uma dúvida ou hesitação.
Ex.: Ou ele está preso ou está morto...
c) Indicar que algumas partes de uma citação foram suprimidas. Nesse caso aparecem entre parênteses.
Ex.: "Maria Rita voltou à sala. Seu padrinho a esperava perto da porta. Sua mãe hesitou em entregá-la de imediato (...) e quando todos se despediram, ela foi a única que conteve o choro."
EXERCÍCIO:
Reescreva as orações, pontuando adequadamente e fazendo pequenas modificações, quando necessário:
a) Maria Rita menina pobre do interior chegou a São Paulo assustada
b) O encanador sorriu e disse se a senhora quiser eu posso trocar também a torneira dona
c) Quando tudo vai mal nós devemos parar e pensar onde é que estamos errando desta maneira podemos começar a melhorar isto é a progredir.
d) Socorro alguém me ajude
e) Ao voltar para casa encontrei um ambiente assustador móveis revirados roupas jogadas pelo chão lâmpadas quebradas e torneiras abertas
f) De MPB eu gosto mas de música sertaneja
g) Não critique seu filho homem de Deus dê o apoio que ele necessita e tudo terminará bem se você não apoiá-lo quem irá fazê-lo
h) Os nossos sonhos não são inatingíveis a nossa vontade deve torná-los realidade
i) O computador que é uma invenção deste século torna a nossa vida cada dia mais fácil
j) Eu venderei todas as minhas terras mesmo que antes disso a lavoura se recupere
l) Naquele instante quando ninguém mais esperava de longe avistamos uma figura estranha que se aproximava quando chegou bem perto ele perguntou o que fazem aqui neste fim-de-mundo e nós respondemos graças a Deus o senhor apareceu estamos perdidos nesta mata há dias
m) Quando lhe disserem para desistir persista quando conseguir a vitória divida com seus amigos a sua alegria
n) Quanta burocracia levei dois meses para tirar um documento de identidade
o) Você tem duas opções desiste da carreira ou do casamento
p) O presidente pode se tiver interesse colocar na cadeia os corruptos ou seja aqueles que só fazem mal ao país
RESPOSTAS:
a) Maria Rita, menina pobre do interior, chegou a São Paulo assustada.
b) O encanador sorriu e disse:
- Se a senhora quiser, eu posso trocar também a torneira, dona.
c) Quando tudo vai mal, nós devemos parar e pensar onde é que estamos errando. Desta maneira, podemos começara melhorar, isto é, a progredir.
d) Socorro, alguém me ajude! ou Socorro! Alguém me ajude!
e) Ao voltar para casa, encontrei um ambiente assustador: móveis revirados, roupas jogadas pelo chão, lâmpadas quebradas e torneiras abertas.
f) De MPB eu gosto, mas de música sertaneja...
g) Não critique seu filho, homem de Deus! Dê o apoio que ele necessita e tudo terminará bem. Se você não apoiá-lo, quem irá fazê-lo?
h) Os nossos sonhos não são inatingíveis. A nossa vontade deve torná-los realidade.
i) O computador, que é uma invenção deste século, torna a nossa vida cada dia mais fácil.
j) Eu venderei todas as minhas terras, mesmo que antes disso a lavoura se recupere.
l) Naquele instante, quando ninguém mais esperava, de longe avistamos uma figura estranha que se aproximava. Quando chegou bem perto, ele perguntou:
- O que fazem aqui neste fim-de-mundo?
E nós respondemos:
- Graças a Deus o senhor apareceu! Estamos perdidos nesta mata há dias.
m) Quando lhe disserem para desistir, persista; quando conseguir a vitória, divida com seus amigos a sua alegria.
n) Quanta burocracia! Levei dois meses para tirar um documento de identidade!
o) Você tem duas opções: desiste da carreira, ou do casamento.
p) O presidente pode, se tiver interesse, colocar na cadeia os corruptos, ou seja, aqueles que só fazem mal ao país.



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http://www.coladaweb.com/portugues/emprego-dos-sinais-de-pontuacao
Os sinais de pontuação são sinais gráficos empregados na língua escrita para tentar recuperar recursos específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo de silêncio, pausas, etc...

Divisão e emprego dos sinais de pontuação:

1- PONTO ( . )

a) indicar o final de uma frase declarativa.
Ex.: Lembro-me muito bem dele.

b) separar períodos entre si.
Ex.: Fica comigo. Não vá embora.

c) nas abreviaturas
Ex.: Av.; V. Ex.ª


2- DOIS-PONTOS ( : )

a) iniciar a fala dos personagens:
Ex.: Então o padre respondeu:
- Parta agora.

b) antes de apostos ou orações apositivas, enumerações ou seqüência de palavras que explicam, resumem idéias anteriores.
Ex.: Meus amigos são poucos: Fátima, Rodrigo e Gilberto.

c) antes de citação
Ex.: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”


3- RETICÊNCIAS ( ... )

a) indicar dúvidas ou hesitação do falante.
Ex.: Sabe...eu queria te dizer que...esquece.

b) interrupção de uma frase deixada gramaticalmente incompleta
Ex.: - Alô! João está?
- Agora não se encontra. Quem sabe se ligar mais tarde...

c) ao fim de uma frase gramaticalmente completa com a intenção de sugerir prolongamento de idéia.
Ex.: “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília- José de Alencar)

d) indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita.
Ex.: “Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros- Raimundo Fagner)


4- PARÊNTESES ( ( ) )

a) isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo e datas.
Ex.: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), ocorreu inúmeras perdas humanas.
"Uma manhã lá no Cajapió ( Joca lembrava-se como se fora na véspera), acordara depois duma grande tormenta no fim do verão. “ (O milagre das chuvas no nordeste- Graça Aranha)

Os parênteses também podem substituir a vírgula ou o travessão.


5- PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )

a) Após vocativo
Ex.: “Parte, Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.- Humberto de Campos)

b) Após imperativo
Ex.: Cale-se!

c) Após interjeição
Ex.: Ufa! Ai!

d) Após palavras ou frases que denotem caráter emocional
Ex.: Que pena!


6- PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )

a) Em perguntas diretas
Ex.: Como você se chama?

b) Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação
Ex.: - Quem ganhou na loteria?
- Você.
- Eu?!


7- VÍRGULA ( , )

É usada para marcar uma pausa do enunciado com a finalidade de nos indicar que os termos por ela separados, apesar de participarem da mesma frase ou oração, não formam uma unidade sintática.
Ex.: Lúcia, esposa de João, foi a ganhadora única da Sena.

Podemos concluir que, quando há uma relação sintática entre termos da oração, não se pode separá-los por meio de vírgula.

Não se separam por vírgula:
a) predicado de sujeito;
b) objeto de verbo;
c) adjunto adnominal de nome;
d) complemento nominal de nome;
e) predicativo do objeto do objeto;
f) oração principal da subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na ordem inversa)

A vírgula no interior da oração
É utilizada nas seguintes situações:
a) separar o vocativo. Ex.: Maria, traga-me uma xícara de café.
A educação, meus amigos, é fundamental para o progresso do país.
b) separar alguns apostos. Ex.: Valdete, minha antiga empregada, esteve aqui ontem.
c) separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado.
Ex.: Chegando de viagem, procurarei por você.
As pessoas, muitas vezes, são falsas.
d) separar elementos de uma enumeração.
Ex.: Precisa-se de pedreiros, serventes, mestre-de-obras.
e) isolar expressões de caráter explicativo ou corretivo.
Ex.: Amanhã, ou melhor, depois de amanhã podemos nos encontrar para acertar a viagem.
f) separar conjunções intercaladas.
Ex.: Não havia, porém, motivo para tanta raiva.
g) separar o complemento pleonástico antecipado.
Ex.: A mim, nada me importa.
h) isolar o nome de lugar na indicação de datas.
Ex.: Belo Horizonte, 26 de janeiro de 2001.
i) separar termos coordenados assindéticos.
Ex.: "Lua, lua, lua, lua,
por um momento meu canto contigo compactua..." (Caetano Veloso)
j) marcar a omissão de um termo (normalmente o verbo).
Ex.: Ela prefere ler jornais e eu, revistas. (omissão do verbo preferir)

Termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, nem dispensam o uso da vírgula. Ex.: Conversaram sobre futebol, religião e política.
Não se falavam nem se olhavam./ Ainda não me decidi se viajarei para Bahia ou Ceará.
Entretanto, se essas conjunções aparecerem repetidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso da vírgula passa a ser obrigatório.
Ex.: Não fui nem ao velório, nem ao enterro, nem à missa de sétimo dia.

A vírgula entre orações
É utilizada nas seguintes situações:
a) separar as orações subordinadas adjetivas explicativas.
Ex.: Meu pai, de quem guardo amargas lembranças, mora no Rio de Janeiro.
b) separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção e ). Ex.: Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para o trabalho. Estudou muito, mas não foi aprovado no exame.

Há três casos em que se usa a vírgula antes da conjunção e:
1) quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes.
Ex.: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.
2) quando a conjunção e vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto). Ex.: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
3) quando a conjunção e assumir valores distintos que não seja da adição (adversidade, conseqüência, por exemplo) Ex.: Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.

c) separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se estiverem antepostas à oração principal.
Ex.: "No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o gancho."( O selvagem - José de Alencar)
d) separar as orações intercaladas. Ex.: "- Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em a estar plantando..."

Essas orações poderão ter suas vírgulas substituídas por duplo travessão. Ex.: "Senhor - disse o velho - tenho grandes contentamentos em a estar plantando..."

e) separar as orações substantivas antepostas à principal.
Ex.: Quanto custa viver, realmente não sei


8- PONTO-E-VÍRGULA ( ; )

a) separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma petição, de uma seqüência, etc.
Ex.: Art. 127 – São penalidades disciplinares:
I- advertência;
II- suspensão;
III- demissão;
IV- cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V- destituição de cargo em comissão;
VI- destituição de função comissionada. ( cap. V das penalidades Direito Administrativo)

b) separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordenadas nas quais já tenham tido utilizado a vírgula.
Ex.: “O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso (...) " (O visconde de Inhomerim - Visconde de Taunay)


9- TRAVESSÃO ( - )

a) dar início à fala de um personagem
Ex.: O filho perguntou:
- Pai, quando começarão as aulas?
b) indicar mudança do interlocutor nos diálogos
- Doutor, o que tenho é grave?
- Não se preocupe, é uma simples infecção. É só tomar um antibiótico e estará bom
c) unir grupos de palavras que indicam itinerário
Ex.: A rodovia Belém-Brasília está em péssimo estado.

Também pode ser usado em substituição à virgula em expressões ou frases explicativas
Ex.: Xuxa – a rainha dos baixinhos – será mãe.


10- ASPAS ( “ ” )

a) isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares.
Ex.: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do seu admirador.
A festa na casa de Lúcio estava “chocante”.
Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” do serviço a mim requerido.

b) indicar uma citação textual
Ex.: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz e refiz a mala”. ( O prazer de viajar - Eça de Queirós)

Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se fizer necessário a utilização de novas aspas, estas serão simples. ( ' ' )

Recursos alternativos para pontuação:
Parágrafo ( § )
Chave ( { } )
Colchete ( [ ] )
Barra ( / )


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http://pt.wikipedia.org/wiki/Pontua%C3%A7%C3%A3o

Existem alguns sinais básicos de pontuação. São eles:
• Ponto (.) — Usa-se no final do período, indicando que o sentido está completo. Também usado nas abreviaturas (Dr., Exa., Sr.).
Exemplo: Ele foi ao médico e levou uma injeção[[.]]
• Vírgula (,) — Marca uma pequena pausa no texto escrito, nem sempre correspondente às pausas (mais arbitrárias) do texto falado. É usada como marca de separação para: o aposto; o vocativo; o atributo; os elementos de um sintagma não ligados pelas conjunções e, ou, nem; as orações coordenadas assindéticas não ligadas por conjunções; as orações relativas; as orações intercaladas; as orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas, contudo, todavia, entretanto e porém. Deve-se evitar o uso desnecessário da vírgula, pois ela dificulta a leitura do texto. Por outro lado, ela não deve ser esquecida quando obrigatória.
Exemplo: Andava pelos cantos, e gesticulava, falava em voz alta, ria e roía as unhas.
• Ponto e vírgula (;) — Sinal intermediário entre o ponto e a vírgula, que indica que o sentido da frase será complementado. Representa uma pausa mais longa que a vírgula e mais breve que o ponto. É usado em frases constituídas por várias orações, algumas das quais já contêm uma ou mais vírgulas; também para separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante; como substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversativa da oração principal.
• Dois pontos (:) — Marcam uma pausa para anunciar uma citação, uma fala, uma enumeração (separada do texto contínuo), um esclarecimento ou uma síntese.
• Ponto de interrogação (?) — Usa-se no final de uma frase interrogativa direta e indica uma pergunta.
• Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final de qualquer frase que exprime sentimentos, emoções, dor, ironia e surpresa.
• Reticências (…) — Podem marcar uma interrupção de pensamento, indicando que o sentido da oração ficou incompleto, ou uma introdução de suspense, depois da qual o sentido será completado. No primeiro caso, a seqüência virá em maiúscula -- uma vez que a oração foi fechada com um sentido vago proposital e outra será iniciada à parte. No segundo caso, há continuidade do pensamento anterior, como numa longa pausa dentro da mesma oração, o que acarreta o uso normal de minúscula para continuar a oração.
Exemplos: Ah, como era verde o meu jardim... Não se fazem mais daqueles.
Foi então que Manoel retornou... mas com um discurso bastante diferente!
• Aspas (“ ”) — Usam-se para delimitar citações; para referir títulos de obras; para realçar uma palavra ou expressão.
• Parênteses ( ( ) ) — Marcam uma observação ou informação acessória intercalada no texto.
• Travessão (—) — Marca: o início e o fim das falas em um diálogo, para distinguir cada um dos interlocutores; as orações intercaladas; as sínteses no final de um texto. Também usado para substituir os parênteses.
• Meia‐risca (–) — Separa extremidades de intervalos.
• Parágrafo — Constitui cada uma das secções de frases de um escrito; começa por letra maiúscula, um pouco além do ponto em que começam as outras linhas.
• Colchetes ([]) — utilizados na linguagem científica.
• Asterisco (*) — empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação).
• Barra (/) — aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas.
• Hífen (−) — usado para ligar elementos de palavras compostas e para unir pronomes átonos a verbos ( menor do que a Meia−Risca )
Exemplo: guarda-roupa

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